PERIPÍRITO
OU DUPLO ETÉRICO?
Allan
Kardec nunca se intitulou criador da doutrina espírita, consciente que
era, de que a vida espiritual é muito complexa para ser interpretada por
uma mente só. Seu elevado bom senso o tornava sabedor de que era apenas
um humilde servidor, que contribuiria na materialização das bases
de um imenso ideal sediado nas dimensões espirituais. Os espíritos
superiores o escolhera e o educara. O seu alinhado caráter moral o tornava
imune as gloriolas da personalidade profana. A convivência com os espíritos
superiores lhe colocava a frente no tempo. Tinha conhecimento prévio de
toda a estrutura das ciências espirituais, sofria, pois não poderia
materializar como era, mas sim como os terráqueos comuns podiam compreender,
mesmo assim, sintetizou tudo que pode nas seis obras mais importante para a humanidade
depois do evangelho. Os ortodoxos de carteirinha saberão ser resistentes,
eles pertencem às elites políticas do espiritismo, cheios de dogmas
disfarçados do que Kardec disse ou não disse.
Não
enxergam que apesar do amaranhado das línguas e de suas traduções,
mescladas de intenções muitas vezes duvidosas, tenha deixado pegadas
para que os espíritas de verdade pudessem no futuro o desvestir de todos
os erros próprios da convivência com os humanos deste nível
de evolução. Para não deixar que uma doutrina tão
racional, tão libertadora e tão iluminada pelo Evangelho do Cristo
Jesus, fosse transformada em doutrina igrejeira, como querem muitos, oriundos
de diversas religiões e hoje travestidos de espíritas, não
deixaram de manifestar seu modo de ver a doutrina como viam as outras religiões
que deixara no passado de diversas encarnações, nada contra suas
nobres experiências do passado, mas quando este passado se torna um entrave
para o progresso isso sim deve nos preocupar e muito.
Para
sua maior compreensão, hoje ela conta com um desenvolvimento maior em todas
as áreas de experiência do ser humano. Uma tecnologia que abrange
um infinito de coisas, dando-nos uma visão mais ampla dos mecanismos das
leis de evolução do ser. Uma forma mais clara de mentalmente ver
por intuição seus profundos ensinamentos que nos acompanha os passos
desde os primórdios da nossa evolução. A doutrina nada mais
é do que a verdadeira vida do ser em todos os seus aspectos. A síntese
de todos os conhecimentos humanos e espirituais em todas as dimensões que
ele estagia para despertar como herdeiro da vida cósmica.
Esperamos
deixar bem claro, que não se trata de reinterpretar Allan Kardec ou a doutrina
espírita, mas sim desvestir sua beleza dos andrajos próprios do
egoísmo e seus irmãos. Nem censurar a nossa natural "ignorância",
pois bem ou mal ela trouxe até nós após mais de 150 anos
a doutrina com sua beleza e suas sagradas intenções unicamente para
nos libertar dos grilhões da matéria.
Queremos
apenas lembrar que os Espíritos que auxiliaram Allan Kardec na codificação,
não deram a importância mais que devida a determinados itens em segundo
plano para não tirar a atenção das coisas mais importantes
no primeiro plano, que era: A preexistência e sobrevivência do espírito
imortal em suas diversas encarnações, a comprovação
do Espírito no domínio da matéria, a vinculação
do trabalho de Kardec com o código moral do evangelho de Jesus, encurtar
os elos de amor entre Deus e seus filhos, dando esperança na certeza da
vida futura, criando grandes motivos para vencermos em todas as etapas da vida
material, alargando os horizontes de todos os filhos de Deus.
Se
a espiritualidade desse mais detalhes sobre o perispírito, teria tirado
a atenção das coisas mais importantes, pois, o corpo astral ou perispírito
é de uma complexidade muito grande e tiraria a atenção do
foco principal, pois Allan Kardec teria muito trabalho para explicar com a ciência
e conhecimentos da época, a existência de um corpo com seus órgãos
que são perfeitas matrizes dos órgãos do corpo carnal, da
miniaturização do corpo espiritual, e da materialização
do mesmo no útero da mãe. a prova disso, ele manifesta em suas próprias
palavras, "No conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros
problemas até hoje insolúveis".
Também devemos levar
em conta, algumas religiões e seus adeptos renitentes, que ainda hoje teimam
em não ver o óbvio. Mesmo hoje depois de 150 anos de doutrina ainda
não se compreende muito da sua delicada estrutura.
Assim
vemos que Allan Kardec, homem intuitivamente inteligente compreendeu que não
devia se aprofundar muito neste amaranhado científico e deixou para a posteridade,
confiando nos espíritos superiores à devida colaboração
em assunte pertinente no seu devido tempo. É assim que vemos hoje, o benfeitor
André Luiz em suas iluminadas obras, nos dar uma visão mais ampla
com o auxilio de seu elevado conhecimento em medicina, biologia e física.
Também o estimado benfeitor Emmanuel, com sua visão espiritual esclarecida,
nos traz inúmeros apontamentos sobre o delicado funcionamento do "corpo"
mental e do "corpo" emocional e como André Luiz mostra-nos, os
reflexos de nosso comportamento nessa delicada filigrana que é a rede neural
do perispírito e seus centros de forças ou chácras. Ambos
mostraram que este corpo se desenvolve com os embates na matéria e também
com nossa vontade disciplinada com esforço e treinamento.
Ajudando-nos
a entender a perfeita natureza deste corpo, a doutrina nos leva a estudar as doutrinas
milenares, que nos falam entre outras coisas, da existência de outro corpo,
tão perecível quanto o veículo físico. Este segundo
corpo serve de intermediário entre o perispírito e o corpo físico,
e é responsável por uma serie de acontecimentos na vida do copo
carnal e na vida do espírito encarnado. Os nossos estudos nos levara há
pesquisar muito conhecimentos de outras culturas, como no império do Faraó
Akenaton, no antigo Egito, onde já se estudavam e já se usavam as
poderosas energias deste corpo intermediário entre o perispírito
e o corpo carnal, na construção de "formas mentais" para
proteger dos ladrões e profanadores, os túmulos reais.
Disso
resulta que hoje, Espíritas sérios já sabem da existência
do perispírito como corpo do espírito imortal, veículo de
manifestação que o acompanha no mundo das formas e em sua jornada
evolutiva. Apesar dos conservadores gritarem contra em altos brados, o espírito
não se despoja dele quando é transferido para se encarnar em outro
planeta, mas sim do "Duplo etérico" este sim, é desintegrado
após o desencarne, mas o perispírito é veículo permanente,
que só se desintegra em duas ocasiões, quando o espírito
permanece no mal atrofiando seus órgãos como explica-nos muito bem
o nosso benfeitor André Luiz no fenômeno "Licantropia"
que vai desintegrando os órgãos do perispírito terminando
num ovóide sem manifestação no mundo das formas, ou, quando
termina seu ciclo evolutivo e por sua própria vontade desintegra seu veículo
de manifestação no mundo das formas, tornando se um foco de luz
consciente com poderes de manipular todas as energias do cosmos em todas as dimensões,
sem contudo manifestar-se no mundo das formas.
Hoje
sabemos por que Allan Kardec, não pesquisou a fundo a estrutura do perispírito.
Sabemos que contava em seu circulo de trabalhadores e amigos, excelentes médiuns
videntes e excelsos espíritos iluminados, todos de estrema idoneidade moral,
o que nos induz a questão acima, deixara que a sociedade da época
em determinadas circunstancias, pensasse que o duplo etérico era o perispírito,
assim concluiria seu trabalho, deixando uma esteira de luz para que outros cientistas
do espírito viessem guiados pela luz do Cristo Jesus e nas palavras em
seu evangelho "Procureis a verdade e praticando-a ela vos libertará"
e "a letra mata e o espírito vivifica" e se tornassem continuadores
desta imensa obra de libertação do Espírito Imortal.
A
doutrina não veio destruir a lei, mas sim juntar em feixes todo conhecimento
dos seres humanos espalhados pelo Planeta em suas diversas culturas, veio desfragmentar
a história de lutas e dores e lagrimas e lhes dar sentido. Allan Kardec
não criou nenhuma religião. Assim que teve contato com certos fenômenos
que não eram comuns, os estudou, os analisou e com seu conhecimento adquirido
em outros tempos, logo despertou para a realidade da vida espiritual. Os espíritos
que o amparava o auxiliou a catalogar todos os dados pesquisados para deixá-los
registrados. Os livros bases da Doutrina são os Hercúleos esforços
deste gigante, em fazer-se compreendido no explicar como é a vida espiritual
e sua beleza.
Acreditamos
ainda estarmos no limiar de um novo acontecimento relacionado ao amadurecimento
doutrinário do cidadão espírita. Já podemos notar
que após dois ciclos vividos, e que em cada um deles tivemos verdadeiras
guerras de pontos de vistas, onde muitas pessoas se machucaram. No mínimo
deixaremos de nos ocupar com futilidades, e sentirmo-nos felizes em contribuir
para o nascimento deste novo ciclo onde o espírita será Espírita
de verdade, livre dos códigos doutrinários, verdadeiras amarras
ortodoxas e dogmáticas que prende o discípulo no circulo vicioso
do Kardec disse ou não disse. Livre da constringente dor de servir aos
pontos de vista das elites nos tronos espíritas. Livres para recordar e
demonstrar que são seus verdadeiros amigos e discípulos, lutarão
lado a lado lembrando como o gigante Lionês o Evangelho do mestre Jesus
e recordar seus ensinamentos, "Meus discípulos serão reconhecidos
por muito se amarem".
Podemos
agora perceber, quem está mesmo comprometido com a verdade. Sabemos ser
um hábito instintivo, reagirmos pedindo provas para atestar nossa ignara
insensatez sempre que nos deparamos com algo novo que nos tira da posição
cômoda e é perfeitamente compreensível. mas não farei
isso, pois se o fizesse levaria cem anos escrevendo e mostrando as provas e mesmo
assim ainda pediriam provas. Nesse sentido as provas se relacionam e satisfazem
o intelecto viciado, mas a compreensão se relaciona com o esclarecimento
e as experiência adquiridas. Deixo a cada um, ser o Anjo ou juiz e carrasco,
só vos lembro uma coisa, Allan Kardec nos ensina a não opinar naquilo
que não conhecemos, assim todos que duvidarem que estudem, não vejam
somente as coisas do espírito, mas vejam o espírito das coisas antes
de nos condenarem.
É
preciso que o espírita se liberte das paredes psicológicas desse
labirinto para enxergar a realidade, e a realidade é uma só, Deus
é o sol de nossas vidas, somos seus raios de luz, separados somos frágeis
bruxuleios a iluminar as sombras que ainda carregamos, mas juntos, somos a luz
de Deus, somos a força. No amor reconstruímos nossos destinos e
juntos nos tornamos a esperança de uma sociedade melhor. Não devemo-nos
perder neste amaranhado de pontos de vistas, de um jeito ou de outro todos nós
chegaremos à perfeição. Ainda confio naquele jovem que nos
ensinou que só pelo amor se vale a vida, e disse: "Quando os mares
se agitar, quando os trovões a Terra estremecer tendes bom animo Eu estarei
sempre convosco, nenhuma ovelha se perderá nos cominhos da vida, acompanharei
um a um, se possível os levarei em meus braços só preciso
que vos ame como vos amei...".
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