Rede Visão TV Espírita TV Luz TV Aborto SOM
150 ANOS CONSCIENTIZANDO
E ILUMINANDO
CAMINHOS

PERIPÍRITO OU DUPLO ETÉRICO?

Allan Kardec nunca se intitulou criador da doutrina espírita, consciente que era, de que a vida espiritual é muito complexa para ser interpretada por uma mente só. Seu elevado bom senso o tornava sabedor de que era apenas um humilde servidor, que contribuiria na materialização das bases de um imenso ideal sediado nas dimensões espirituais. Os espíritos superiores o escolhera e o educara. O seu alinhado caráter moral o tornava imune as gloriolas da personalidade profana. A convivência com os espíritos superiores lhe colocava a frente no tempo. Tinha conhecimento prévio de toda a estrutura das ciências espirituais, sofria, pois não poderia materializar como era, mas sim como os terráqueos comuns podiam compreender, mesmo assim, sintetizou tudo que pode nas seis obras mais importante para a humanidade depois do evangelho. Os ortodoxos de carteirinha saberão ser resistentes, eles pertencem às elites políticas do espiritismo, cheios de dogmas disfarçados do que Kardec disse ou não disse.

Não enxergam que apesar do amaranhado das línguas e de suas traduções, mescladas de intenções muitas vezes duvidosas, tenha deixado pegadas para que os espíritas de verdade pudessem no futuro o desvestir de todos os erros próprios da convivência com os humanos deste nível de evolução. Para não deixar que uma doutrina tão racional, tão libertadora e tão iluminada pelo Evangelho do Cristo Jesus, fosse transformada em doutrina igrejeira, como querem muitos, oriundos de diversas religiões e hoje travestidos de espíritas, não deixaram de manifestar seu modo de ver a doutrina como viam as outras religiões que deixara no passado de diversas encarnações, nada contra suas nobres experiências do passado, mas quando este passado se torna um entrave para o progresso isso sim deve nos preocupar e muito.

Para sua maior compreensão, hoje ela conta com um desenvolvimento maior em todas as áreas de experiência do ser humano. Uma tecnologia que abrange um infinito de coisas, dando-nos uma visão mais ampla dos mecanismos das leis de evolução do ser. Uma forma mais clara de mentalmente ver por intuição seus profundos ensinamentos que nos acompanha os passos desde os primórdios da nossa evolução. A doutrina nada mais é do que a verdadeira vida do ser em todos os seus aspectos. A síntese de todos os conhecimentos humanos e espirituais em todas as dimensões que ele estagia para despertar como herdeiro da vida cósmica.

Esperamos deixar bem claro, que não se trata de reinterpretar Allan Kardec ou a doutrina espírita, mas sim desvestir sua beleza dos andrajos próprios do egoísmo e seus irmãos. Nem censurar a nossa natural "ignorância", pois bem ou mal ela trouxe até nós após mais de 150 anos a doutrina com sua beleza e suas sagradas intenções unicamente para nos libertar dos grilhões da matéria.

Queremos apenas lembrar que os Espíritos que auxiliaram Allan Kardec na codificação, não deram a importância mais que devida a determinados itens em segundo plano para não tirar a atenção das coisas mais importantes no primeiro plano, que era: A preexistência e sobrevivência do espírito imortal em suas diversas encarnações, a comprovação do Espírito no domínio da matéria, a vinculação do trabalho de Kardec com o código moral do evangelho de Jesus, encurtar os elos de amor entre Deus e seus filhos, dando esperança na certeza da vida futura, criando grandes motivos para vencermos em todas as etapas da vida material, alargando os horizontes de todos os filhos de Deus.

Se a espiritualidade desse mais detalhes sobre o perispírito, teria tirado a atenção das coisas mais importantes, pois, o corpo astral ou perispírito é de uma complexidade muito grande e tiraria a atenção do foco principal, pois Allan Kardec teria muito trabalho para explicar com a ciência e conhecimentos da época, a existência de um corpo com seus órgãos que são perfeitas matrizes dos órgãos do corpo carnal, da miniaturização do corpo espiritual, e da materialização do mesmo no útero da mãe. a prova disso, ele manifesta em suas próprias palavras, "No conhecimento do perispírito está a chave de inúmeros problemas até hoje insolúveis".
Também devemos levar em conta, algumas religiões e seus adeptos renitentes, que ainda hoje teimam em não ver o óbvio. Mesmo hoje depois de 150 anos de doutrina ainda não se compreende muito da sua delicada estrutura.

Assim vemos que Allan Kardec, homem intuitivamente inteligente compreendeu que não devia se aprofundar muito neste amaranhado científico e deixou para a posteridade, confiando nos espíritos superiores à devida colaboração em assunte pertinente no seu devido tempo. É assim que vemos hoje, o benfeitor André Luiz em suas iluminadas obras, nos dar uma visão mais ampla com o auxilio de seu elevado conhecimento em medicina, biologia e física. Também o estimado benfeitor Emmanuel, com sua visão espiritual esclarecida, nos traz inúmeros apontamentos sobre o delicado funcionamento do "corpo" mental e do "corpo" emocional e como André Luiz mostra-nos, os reflexos de nosso comportamento nessa delicada filigrana que é a rede neural do perispírito e seus centros de forças ou chácras. Ambos mostraram que este corpo se desenvolve com os embates na matéria e também com nossa vontade disciplinada com esforço e treinamento.

Ajudando-nos a entender a perfeita natureza deste corpo, a doutrina nos leva a estudar as doutrinas milenares, que nos falam entre outras coisas, da existência de outro corpo, tão perecível quanto o veículo físico. Este segundo corpo serve de intermediário entre o perispírito e o corpo físico, e é responsável por uma serie de acontecimentos na vida do copo carnal e na vida do espírito encarnado. Os nossos estudos nos levara há pesquisar muito conhecimentos de outras culturas, como no império do Faraó Akenaton, no antigo Egito, onde já se estudavam e já se usavam as poderosas energias deste corpo intermediário entre o perispírito e o corpo carnal, na construção de "formas mentais" para proteger dos ladrões e profanadores, os túmulos reais.

Disso resulta que hoje, Espíritas sérios já sabem da existência do perispírito como corpo do espírito imortal, veículo de manifestação que o acompanha no mundo das formas e em sua jornada evolutiva. Apesar dos conservadores gritarem contra em altos brados, o espírito não se despoja dele quando é transferido para se encarnar em outro planeta, mas sim do "Duplo etérico" este sim, é desintegrado após o desencarne, mas o perispírito é veículo permanente, que só se desintegra em duas ocasiões, quando o espírito permanece no mal atrofiando seus órgãos como explica-nos muito bem o nosso benfeitor André Luiz no fenômeno "Licantropia" que vai desintegrando os órgãos do perispírito terminando num ovóide sem manifestação no mundo das formas, ou, quando termina seu ciclo evolutivo e por sua própria vontade desintegra seu veículo de manifestação no mundo das formas, tornando se um foco de luz consciente com poderes de manipular todas as energias do cosmos em todas as dimensões, sem contudo manifestar-se no mundo das formas.

Hoje sabemos por que Allan Kardec, não pesquisou a fundo a estrutura do perispírito. Sabemos que contava em seu circulo de trabalhadores e amigos, excelentes médiuns videntes e excelsos espíritos iluminados, todos de estrema idoneidade moral, o que nos induz a questão acima, deixara que a sociedade da época em determinadas circunstancias, pensasse que o duplo etérico era o perispírito, assim concluiria seu trabalho, deixando uma esteira de luz para que outros cientistas do espírito viessem guiados pela luz do Cristo Jesus e nas palavras em seu evangelho "Procureis a verdade e praticando-a ela vos libertará" e "a letra mata e o espírito vivifica" e se tornassem continuadores desta imensa obra de libertação do Espírito Imortal.

A doutrina não veio destruir a lei, mas sim juntar em feixes todo conhecimento dos seres humanos espalhados pelo Planeta em suas diversas culturas, veio desfragmentar a história de lutas e dores e lagrimas e lhes dar sentido. Allan Kardec não criou nenhuma religião. Assim que teve contato com certos fenômenos que não eram comuns, os estudou, os analisou e com seu conhecimento adquirido em outros tempos, logo despertou para a realidade da vida espiritual. Os espíritos que o amparava o auxiliou a catalogar todos os dados pesquisados para deixá-los registrados. Os livros bases da Doutrina são os Hercúleos esforços deste gigante, em fazer-se compreendido no explicar como é a vida espiritual e sua beleza.

Acreditamos ainda estarmos no limiar de um novo acontecimento relacionado ao amadurecimento doutrinário do cidadão espírita. Já podemos notar que após dois ciclos vividos, e que em cada um deles tivemos verdadeiras guerras de pontos de vistas, onde muitas pessoas se machucaram. No mínimo deixaremos de nos ocupar com futilidades, e sentirmo-nos felizes em contribuir para o nascimento deste novo ciclo onde o espírita será Espírita de verdade, livre dos códigos doutrinários, verdadeiras amarras ortodoxas e dogmáticas que prende o discípulo no circulo vicioso do Kardec disse ou não disse. Livre da constringente dor de servir aos pontos de vista das elites nos tronos espíritas. Livres para recordar e demonstrar que são seus verdadeiros amigos e discípulos, lutarão lado a lado lembrando como o gigante Lionês o Evangelho do mestre Jesus e recordar seus ensinamentos, "Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem".

Podemos agora perceber, quem está mesmo comprometido com a verdade. Sabemos ser um hábito instintivo, reagirmos pedindo provas para atestar nossa ignara insensatez sempre que nos deparamos com algo novo que nos tira da posição cômoda e é perfeitamente compreensível. mas não farei isso, pois se o fizesse levaria cem anos escrevendo e mostrando as provas e mesmo assim ainda pediriam provas. Nesse sentido as provas se relacionam e satisfazem o intelecto viciado, mas a compreensão se relaciona com o esclarecimento e as experiência adquiridas. Deixo a cada um, ser o Anjo ou juiz e carrasco, só vos lembro uma coisa, Allan Kardec nos ensina a não opinar naquilo que não conhecemos, assim todos que duvidarem que estudem, não vejam somente as coisas do espírito, mas vejam o espírito das coisas antes de nos condenarem.

É preciso que o espírita se liberte das paredes psicológicas desse labirinto para enxergar a realidade, e a realidade é uma só, Deus é o sol de nossas vidas, somos seus raios de luz, separados somos frágeis bruxuleios a iluminar as sombras que ainda carregamos, mas juntos, somos a luz de Deus, somos a força. No amor reconstruímos nossos destinos e juntos nos tornamos a esperança de uma sociedade melhor. Não devemo-nos perder neste amaranhado de pontos de vistas, de um jeito ou de outro todos nós chegaremos à perfeição. Ainda confio naquele jovem que nos ensinou que só pelo amor se vale a vida, e disse: "Quando os mares se agitar, quando os trovões a Terra estremecer tendes bom animo Eu estarei sempre convosco, nenhuma ovelha se perderá nos cominhos da vida, acompanharei um a um, se possível os levarei em meus braços só preciso que vos ame como vos amei...".

INICIO
Contador de visitas

DÚVIDAS, CRÍTICAS E SUGESTÕES
http://www.consciesp.com.br © 1998. Todos os direitos reservados