WADI  ABRAHÃO  FILHO

Certa noite, deitado, com as luzes do quarto já apagadas, o Sr. Wady Abrahão cismava, ainda de olhos abertos, enquanto ao seu lado a esposa dormia.

Súbito, pela porta do quarto entra o Wadyzinho, alegre, jovial, exatamente como ao tempo em que era vivo. O pai, arquitetou, então, em rápidos segundos, um plano fantástico...

Tentaria agarrar o filho, no momento mais oportuno; assim, reteria em seus braços o companheiro to querido que o destino lhe roubara do convívio.

Quieto, sem mexer-se, o Sr. Wady acompanhou o filho que foi até o lado em que a mãe repousava, beijou-a carinhosamente e voltou-se para o pai que a essa altura já escorregara pela cama, ficando em pé, sorrateiramente, para alcançar os seus secretos objetivos – agarrar o filho morto. Recebeu estático o abraço do Wadyzinho que, em seguida, voltou para o lado da mãe e, em pé, sorria para os pais, irradiando infinita alegria.

Era o momento azado... Calculando a distância, num salto felino, o Wady pai pulou por toda a extensão lateral da cama, direto sobre o filho que sumiu misteriosamente...

“Meu filho! Meu filho!” – gritando freneticamente o pai correu por toda casa, acordando os familiares, mas não conseguiu reter consigo o filho dileto.

Dois dias depois, em Uberaba, o casal recebe a mensagem Presente de Aniversário, primeira dessa seqüência que apresentamos do Wadyzinho.

Na mensagem o filho diz, quase ao final: “pois mamãe sabe que nos últimos dias pude trazer a ela uma rosa em forma de beijo. Ao papai, abracei de tal forma que ele propriamente me viu”.

Além do casal Abrahão, da filha e do genro, ninguém mais sabia do ocorrido. Wadyzinho confirmou pelo Chico, que desconhecia completamente o episódio, que realmente estivera com o pai e que sua visão de olhos abertos fora realidade. E se não conseguiu agarrá-lo é porque motivos outros o impediram...

Este é o Wadyzinho que nós reapresentamos no livro, após sua participação em JOVENS DO ALÉM. O mesmo filho, carinhoso, amigo, devotado servidor de Jesus, constantemente perto dos familiares queridos, ainda que correndo o risco de ser agarrado...

Se o pai não conseguiu vê-lo no túmulo, através das noites intermináveis de convivência, como se recorda o leitor de JOVENS NO ALÉM,viu-o, contudo, em sua própria casa, dois anos depois.

 

Mensagens

Presente de Aniversário

O Sonho e a Rosa

Palavras aos Pais

Samaritanos no Além

 

 

Psicografia Francisco Cândido Xavier e Caio Ramacciotti – Espíritos Diversos -  livro “Somos Seis”