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PALAVRAS DE UM MÉDICO
Francisco Fajardo
Há momento em que
precisamos confiar ao Senhor a essência dos nossos mais íntimos cuidados.
A vida não é
patrimônio do nosso capricho individual e o caminho em que nos cabe
marchar para a frente é, sobretudo, traçado pela Divina Sabedoria.
Nem sempre sabemos o
que desejamos , contudo o Mestre conhece aquilo de que realmente
carecemos.
Quando seja possível
ao nosso sentimento, inclinemo-nos perante os Desígnios Superiores que nos
alteram os planos e prossigamos para a vanguarda de luz em que devemos
situar o coração de trabalhadores do bem.
A o médico é
concedido o mais alto dos títulos na esfera de assistência à vida na
Terra. Se os sacerdotes do pensamento religioso semeiam a luz de Deus nas
Almas, os médicos são os missionários do equilíbrio da existência humana,
garantindo a harmonia do campo em que a fé renovadora conseguirá brilhar.
Sem duvida,
contam-se por milhares aqueles que, desviados do verdadeiro sentido do
trabalho que lhes compete, se arrojam aos despenhadeiros da indiferença,
traindo o mandato recebido de Mias Alto, entretanto , não ignoramos o
imperativo de nossas responsabilidades e sabemos que, acima de tudo, é
necessário saibamos agir e servir, nas fileiras dos que se devotam à
felicidade de todos.
Para nós, o
sacrifício pessoal e a renúncia constante serão o clima inevitável da
mínimas cogitações. Por isso mesmo, olvidar os deveres que a luta nos
impõe seria menosprezar a nossa mais valiosa oportunidade de elevação.
Não permitamos que a
sombra da dúvida nos invada o espírito.
Levantemo-nos
espiritualmente e prosseguimos.
Recordemos que a
morte é simples ilusão. Exige-se de nós outros na atualidade mais senso e
compreensão dos nossos serviços nos círculos médicos, a fim de que os
nossos princípios se refaçam.
Realmente, os nossos
arraiais acadêmicos ainda se acham minados pelo materialismo da
semi-ciência e o soro frio da enregela preciosa formações nascentes, no
campo de nossas manifestações culturais, mas, a pouco e pouco, amparados
na coragem dos colegas que nos continuam os esforços, esperamos criar
novos valores para o futuro glorioso que nos cabe atingir.
Não esmoreçamos!
Podemos fazer muito
pela classe a que pertencemos e pela comunidade a que servimos. Dispomos
de recursos, de influências, de meios espirituais que facilitam a
ascensão.
Estudemos!Temos um
mundo novo à frente do raciocínio.
Urge o tempo!
Hoje a estrada se
descortina cheia de luz. Amanhã, se soubermos semear, a colheita será rica
de bênçãos.
Defendamos a
oportunidade de triunfar no labor esposado na Terra, a fim de que nossas
experiências se dirijam no rumo do porvir, enriquecendo a senda de muitos.
Para a verdade, não
importam os títulos externos da criatura.
A roupagem dos
pontos de vista é igualmente transitória como a indumentária do corpo.A
realidade pede substância pratica, riqueza intrínseca.
Não nos propomos
converter a personalidade nisso ou aquilo, na rotulagem das idéias ou das
confissões variadas a que se filiam os idéias das igrejas terrestres.
Pretendemos,
simplesmente, a posição de portadores do bom ânimo e da coragem, a fim de
que o remédio não se perca nos desvãos da incerteza e da sombra.
Sigamos à frente. A
nossa família não se circunscreve às quatro paredes do nosso movimento
doméstico. Estende-se em todos os lugares, onde um doente chama por nós,
confiando-nos a esperança.
Sejamos fortes e
restauremos as energias para a batalha do bem, em que sempre nos
colocamos, nas linhas da abnegação e da frente.
Nossa
responsabilidade é maior que nos. Nossos deveres superam nossas dores. O
interesse de todos compele-nos ao esquecimento de “eu”, que tanto nos
empenhamos em adorar e conservar.
Recordemos que o
cristo foi o Mestre da Verdade, mas foi também, entre as criaturas, o
Divino Médico da Saúde e da Alegria.
Sigamo-Lo na faina
abençoada de materializar-se as lições de amor e estejamos certos de que a
Sua proteção jamais nos faltará
(*) Trecho da
mensagem particular, dirigida a um médico presente à reunião de 17-1-1952,
em Pedro Leopoldo
Livro: “Cartas do
Coração” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos |