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PÁGINA
DO CARINHO FILIAL
Raymundinho
Sim, Mãezinha, a dor é a
nossa amiga e, principalmente para as Mães, a jornada terrena é testemunho
de sacrifício...
Muitas vezes, escuto-lhe
as perguntas silenciosas e para responder a elas desejaria materializar o
meu próprio coração, de modo a revelar-lhe o meu carinho...
Entre nós dois, vivem
agora, juntas, a névoa da saudade e a luz da esperança.
Meu afeto é sempre seu a
sua ternura é sempre minha, mas não nos esqueçamos da grande família
humana, na qual nos integramos.
Os necessitados e os
sofredores são nossos irmãos mais próximos.
Dividamos com eles o
tesouro de nosso amor.
O sofrimento dá-nos
compreensão e a compreensão confere-nos crescimento espiritual.
Reconhecemos, por isso,
que a nossa família se encontra, hoje, em toda a parte.
Os filhos sem Mãe e as
Mães angustiadas, os aflitos e os tristes, respiram em todos os lugares,
contando com o nosso consolo e com as nossas mãos.
Auxiliemos, assim,
desassombradamente, amando e ser-vindo, sem vacilação e sem receio.
Dores e dificuldades são
nossas portas de iluminação e enriquecimento, se soubermos abri-las com
entendimento e boa vontade.
Aceitemos nossas provas,
por mais dolorosas e por mais rudes, como nossas beneméritas instrutoras,
e cresceremos para o Senhor, através do cumprimento de nossos deveres,
marchando, cada vez mais unidos, para a nossa comunhão integral.
Livro: “Cartas do
Coração” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos |