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NO
GRANDE CAMINHO
Meimei
Somos viajares que chegam
de longe...
Reagrupados no templo da
família ou no campo social, achamo-nos, à frente uns dos outros, com
sagrados imperativos no reajuste.
Disfarça-nos o manto da
carne, mas as circunstâncias reaproximam-nos.
E, irresistivelmente,
somos convocados a recapitular velhas experiências que nos pareciam
definitivamente encerradas.
Laços de afeição e ódio
encadeiam-nos, de novo, nos interesses mútuos e, quase sempre, incêndios
devastadores nos agitam a alma, atingindo-nos os recônditos do ser,
competindo-nos à revisão de nossos próprios valores.
Que seria de nós, sem o
bálsamo da tolerância e sem o alimento da fraternidade?
Só o esquecimento do mal
consegue pacificar o terreno revolto de nosso espírito, possibilitando
novas plantações.
Só a compreensão é capaz
de realizar o milagre de nossa resistência na subida escabrosa.
Assim, pois, não nos
esqueçamos do perdão que apaga todas as culpas, incentivando o bem que nos
renova o ser, convertendo-nos, enfim, em verdadeiros instrumentos da
Divina Vontade do Mestre e Senhor.
Livro: “Cartas do
Coração” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos |