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DESCULPEMOS
Meimei
Desculpemos, infinitamente. .
Tudo na vida se reveste de importância fundamental no
aprimoramento comum. .
Dura é a pedra e áspera se nos afigura a longa extensão
de areia, entretanto, fazem o leito das águas para que o rio não se perca.
.
Obscura é a noite, mas, sem ela, as criaturas encarnadas
desconheceriam as estrelas. .
Desditosa e feia é a lagarta, contudo é a tecelã dos fios
de seda nobre que honra os ideais da beleza terrestre. .
Asfixiante é a dor, mas, sem o sofrimento, jamais
seríamos advertidos pela verdade. .
Sempre que a mágoa ou a ofensa nos bater à porta,
desculpemo-las quantas vezes se fizerem necessárias. .
É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor se impõe
sobre nós, porque só a bondade torna a vida realmente grande e em
condições de ser divinamente vitoriosa, sentida com sinceridade e vivida
em gloriosa plenitude.
Livro: “Cartas do
Coração” – Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos |