caridade do amor
Meimei
Há caridade de todos os feitios.
Há quem ajude ao faminto com a migalha de pão.
Há quem agasalhe sob o próprio teto aqueles que vagueiam
sem rumo.
Há quem auxilie o leproso, balsamizando-lhe as chagas
doloridas.
Há quem reparta a própria roupa com os nus.
Há quem ofereça o bom conselho, quem vele pelo
agonizante, quem cerre os olhos do moribundo sem ninguém.
Todos os tipos da divina virtude são amados no Céu, mas
uma forma de caridade existe, sempre sacrificial. É a caridade do amor
para quem não nos entende, para quem nos fere ou perturba.
Dar nosso coração a quem nos recusa o olhar, amparar os
que fogem de nossa presença, tangidos pela incompreensão e silenciar
diante da calúnia, oferecendo aos que nos perseguem a essência mais pura
de nossa colaboração fraternal – eis o tipo de caridade que Jesus, coroado
de espinhos, consagrou na cruz da flagelação e da morte e que nos compete
exemplificar, diariamente, se desejamos escalar a montanha da vida eterna.
Do livro Cartas do Coração. Psicografia Francisco Cândido
Xavier. |