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MENSAGEM
A UM MÉDIUM
Emmanuel
Meu amigo, que o Senhor te fortaleça o coração nos
testemunhos da fé. Aceita as angústias da hora presente, convicto de que o
sofrimento é a nossa única oficina de purificação individual. Sabemos que
os espinhos da amargura te feriram fundo n’alma generosa e sensível.
Entretanto, é nesses acúleos de dor que desabrocharão as rosas de tua
felicidade porvindoura. Não condenes, não odeies, não revides. Guarda a
fonte do amor que a Providência Divina te situou no espírito bem formado.
E porque as pedras do mundo te dilaceram as esperanças, não permitas se
resseque, em teu íntimo, o manancial de pão celeste, que a mediunidade
localizou em tua avançada capacidade de servir.
O missionário do bem não possui na terra outro padrão maior
que o Cristo, desprezado e crucificado no mais sublime ministério de
renunciação. O médium, cônscio das elevadas obrigações que lhe cabem,
sofre os antagonismos do meio, a incompreensão, muita vez, dos amados e,
sobretudo, experimenta o constante assédio das forças desintegrantes das
trevas que ainda cercam a maioria dos homens. Por trazer nova contribuição
da verdade, aos domínios da revelação, paga doloroso tributo de sacrifício
à indiferença dos semelhantes.
Não percas, portanto, a tua coragem e o teu valor, diante
da tormenta. Refugia-te na prece e na confiança ativa, amparado pelos
benfeitores que te assistem e segue para diante, com teu vaso de
consolações, lenindo aflições e pensando feridas naqueles irmãos que,
tangidos pelos padecimentos morais, se aproximam sequiosos da fonte de
luz.
Não te faltarão amigos abnegados que, de nossos círculos,
velam por ti e por tua vitória no campo das provas a que foste chamado.
Perdoa e prossegue. A luta angustiosa do mundo é o meio. Jesus é o fim.
Não troques, meu irmão, os frutos sublimes da eternidade pelas flores
efêmeras de um dia. Com a lâmpada acesa da oração, atingiremos o alto.
Rogando, pois, ao Senhor para que te não falhem as forças no bom combate,
a fim de que continues valoroso e sereno até o triunfo final, sou o amigo
e servo humilde.
Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco
Cândido Xavier. |
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