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A "ALIANÇA
DO DIVINO PASTOR"
Emmanuel
Irmãos do “Aliança”, que o Divino Pastor nos guie, através
do grande caminho do soerguimento e da redenção.
Convosco, seguem vanguardeiros da luz que se apóiam no
campo de vossa boa vontade, para a realização do trabalho santificante do
Cristo e que poderíamos nós outros desejar-vos, senão mais ampla vitória
com a Esfera Superior?
O Espiritismo com Jesus é ciência divina de aperfeiçoamento
da unidade a refletir-se na melhoria do todo.
Enquanto outras escolas de fé se vangloriam com preceitos
espetaculares, baseados na afirmativa humana ou na representação
convencionalista da inteligência encarnada na Terra, os aprendizes do
Senhor palmilham a senda escabrosa do sacrifício e do burilamento pessoal
aperfeiçoando-se ao Mestre que escolheram por supremo condutor de seus
destinos.
Continuemos, assim, de mãos entrelaçadas, em torno do
Caminho, da Verdade e da Vida, porque a expressão fenomênica, em si, não
passa de antiga campainha de alarme, soando em vários diapasões, para
despertar as consciências adormecidas.
Nesse capítulo, encontraremos sempre um Espiritismo de
aspectos multifários, em cujas categorias se demoram classes compactas de
estudantes da revelação, indagando, investigando, experimentando ou
reconfortando-se. Para onde se volte nossa pesquisa puramente intelectual,
seremos defrontados, invariavelmente, pela resposta aos nossos próprios
desejos. Por isto mesmo, é fácil esquecer as lições salvadoras da subida
áspera, que nos convocam o espírito às claridades dos cimos, para
repousarmos, indebitamente sob o fascínio de quadros vivos iguais àqueles
em que nos movimentamos, dentro da insipiência de nossos conhecimentos
relativos, anulando-se-nos a coragem de escalar a montanha da sabedoria e
do amor, em cuja eminência nos aguardam novos roteiros iluminativos, com
referência à nossa ascensão legítima na imortalidade. Necessário,
portanto, desconfiar de todas as posições em que a nossa capacidade de
lutar e servir, aprender e melhorar, se demore anestesiada pelo elixir do
menor esforço.
Não basta organizar o intercâmbio comum entre os dois
planos – o dos encarnados e o dos desencarnados – nem positivar
simplesmente a sobrevivência individual do homem, além da morte, sem
qualquer atividade digna por sublimar-lhe a personalidade. Imprescindível
eleger um padrão luminoso que nos descortine a meta e nos oriente as
tarefas, conjugando-as no sentido da perfeição. E esse padrão temo-la, nós
outros, no Cristo Vivo e Soberano, que deve legislar no reino de nossas
almas, antes de estender o seu domínio de amor ao vasto império de nossos
interesses e aspirações do círculo isolado. Abramos o santuário de nosso
espírito ao Senhor, para que os seus sublimes desígnios prevaleçam em
nossas experiências.
Longa é, ainda, a jornada para o Alto e laboriosa ser-nos-á
a marcha evolutiva, em favor da dilatação da nossa capa-cidade receptora,
à frente do Celeste Doador de todas as Bênçãos.
Cristianizar nossos pensamentos, palavras e obras que
representam o plano tríplice de nossa influenciação direta e indireta
sobre os outros, é construção inadiável, sem a qual nossos melhores
propósitos são ameaçados nos fundamentos. Não é difícil monumentalizar a
virtude na Terra, dando-lhe corpo adequado nos patrimônios materiais;
entretanto, ambientá-la, dentro de nós mesmos, para que a sua claridade
bendita se irradie a benefício de todos, é apostolado sacrifical, dentro
do qual porém cooperaremos no reergui mento do mundo sob a égide do
Cristo, que continua confiando em nós todos, tanto quanto o oleiro não
descrê das possibilidades da argila ainda sem forma.
Ante as oportunidades benditas que vos confere a existência
carnal, não descanseis, meus amigos, no ministério de elevação.
Melhorar, buscando a inspiração dos corações mais sábios e
mais amorosos que os nossos, a fim de servirmos com mais eficiência e
segurança àqueles que ainda se encontram menos esclarecidos e menos
sensíveis ao amor, que nós mesmos e, sobretudo, o trabalho mais imediato,
a fim de que o nosso concurso evangélico não se confine aos círculos
brilhantes da palavra fantasiosa.
Vós que tivestes a felicidade da arregimentação sob a
bandeira de luz do Evangelho do Senhor, segui-lhe os exemplos, as atitudes
e os passos. Jesus continua nascendo na manjedoura dos corações que se
fazem simples e confiantes na fé viva, curando, através das mãos que o
procuram cetim de caridade, e resplandecendo no Tabor das almas elevadas e
nobres que se dirigem para os montes do bem e da luz, a fim de respirarem
e viver. Mas prossegue também ensinando a arte divina da ressurreição pela
Cruz, que, através de todos os tamanhos e feitios, espera, por enquanto,
aqueles que se decidem, realmente, pela Vida Triunfante.
Assim, pois, irmãos queridos, caminhai ajudando, ensinai
distribuindo com os emissários celestes e confiai na Justiça e na Bondade
que nos regem as ações de ângulos superiores à estrada terrestre.
Rendamos graças ao Pai pelo banquete de bênção com que nos
brinda, sempre, a sede de engrandecimento, e façamos pela nossa dedicação
a vida melhor na Terra que ainda aguarda a vitória do Reino de Deus.
Entreguemos nossos corações e ideais ao Senhor da Verdade e
que nossas mãos e nosso verbo se convertam em instrumentos leais d’Ele, em
todos os lugares, climas e situações, são os votos do amigo e servo
humilde.
Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco
Cândido Xavier. |
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