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NO ANTIGO EGITO
Relacionei-me com a
existência do sacerdote em apreço e senti as suas impressões no instante
em que formulara a sua rogativa... Vi ao meu lado a grande pirâmide e não
muito longe divisei o vulto da esfinge gigantesca no deserto de areia,
porém não trazia em si o vestígio do tempo e das tempestades. Sobressaía
do seu aspecto imponente, grandioso, o esplendor das eras faraônicas...
Lobriguei no corpo majestoso da pirâmide uma porta lateral, onde penetrei
acompanhando aquele sábio egípcio em suas meditações profundas; atravessei
corredores sinuosos e câmaras escuras, repletas de ar sombrio, como se
fossem povoadas de espectros ameaçadores.
Chegada a certa altura,
desci por caminhos tenebrosos, onde haviam os maiores perigos para uma
alma encarnada; símbolos terríveis se apresentavam àquele iniciado e
admirei a coragem desse homem de nervos férreos, que não temia a sombra, a
ameaça e a morte.
Através de peripécias
inenarráveis, chegamos a um templo subterrâneo de regulares proporções,
entre cujas paredes se abrigavam muitos homens silenciosos, bizarramente
trajados. Eu vi, porém junto deles muitos seres espirituais; e dentre os
presentes destacava-se a figura majestosa e complacente de um velho que,
certamente, era o supremo hierofante ou grande sacerdote da comunidade.
Vi-o estender os braços horizontalmente, pronunciando palavras num idioma
para mim ininteligível mas das quais pude alcançar a essência,
penetrando-lhe o pensamento.
Livro Cartas de uma Morta - Psicografia Chico Xavier |
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