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NOS DOMÍNIOS DAS RECORDAÇÕES
Nos planos da
erraticidade, onde me encontrava, poucos eram os seres cuja mente, em toda
a intensidade das suas vibrações, já havia desabrochado o domínio das
lembranças relativas às existências passadas.
Nesses tempos imediatos ao
post-mortem, repontados de impressões físicas, as quais persistem
em algumas entidades anos a fio, a vida é quase cópia da existência da
personalidade terrena e foi assim que conheci inúmeros companheiros, que
duvidavam dos ensinamentos dos mestres quando se referiam aos pretéritos
longínquos; e alguns deles me asseveravam não poderem admitir a
multiplicidade das existências da alma. Semelhantes crenças eram o
atestado da ignorância de quantos as abrigavam, pois, como nos planos
terrestres, ou nas regiões que vos são ainda imponderáveis, a natureza não
dá saltos.
Naquele ambiente
misturavam-se os protestantes, os católicos, os professos de outras
seitas, inclusive espíritos que militam nas hostes do materialismo mais
avançado na superfície da Terra, e se aquelas falanges de almas não eram
más, também não eram perfeitas. Não discutiam acaloradamente, mas cada uma
preferia guardar os seus pontos de vista em matéria religiosa, acariciados
durante a vida inteira pela mais estranha devoção.
Livro Cartas de uma Morta - Psicografia Chico Xavier |
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