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ESCOLA JESUS CRISTO – NA TERRA E NO ALEM
Clovis Tavares
Acometido de mal súbito, Clovis Tavares, valoroso
batalhador da seara espírita, foi conduzido com urgência à Santa Casa de
Misericórdia da cidade fluminense de Campos. Lá chegando, após consulta
clinica inicial, o encaminharam ao Serviço de RX, onde, ao ser colocado à
mesa de exame, sofreu parada cardíaca irreversível. Eram 17h. e 50 min. do
dia 13 de abril de 1984.
O nosso estimado confrade, além de Professor de História e
de Direito Internacional Público, destacou-se como Jornalista e Escritor
de grandes méritos.
Com perseverança admirável, atuou no setor assistencial,
sendo fundador da Escola Jesus Cristo (Instituição Espírita de Cultura e
Caridade), de Campos, e seu diretor doutrinário desde a fundação, em 1935;
no jornalismo, colaborou sempre com vários periódicos espíritas; e na
literatura, deixou-nos obras preciosas, tais como: "Vida de Allan Kardec
para as Crianças", "Amor e Sabedoria de Emmanuel", "Trinta Anos com Chico
Xavier”.
Agora, sete meses após sua desencarnação, temos Clovis
Tavares de volta. Sim, pela psicografia de Chico Xavier, seu dileto amigo,
ele escreveu longa carta aos entes queridos, na qual destacamos alguns
pontos altos, tais como: sua experiência na Grande Viagem; o reencontro
emocionante com o filho Carlinhos, e a visita feliz a uma Instituição
similar àquela que fundou na Terra, com o mesmo nome, localizada numa
cidade do Plano Espiritual, onde se reencontrou com um grupo numeroso de
queridos companheiros, que atuaram, quando encarnados, no movimento
espírita campista.
A seguir, a esclarecedora carta do Professor Clovis:
Querida Hilda, o Senhor nos inspire e abençoe.
É uma experiência nova. Falar de uma vida para outra.
Desejo esvaziar o coração, exteriorizando as saudades que
me povoam a alma convalescente, mas as expressões me fogem da lembrança.
Quero retomar a memória; no entanto, sinto-me na condição do cego
devolvido à luz, ainda hesitando entre a sombra e a claridade. Perdoem-me
se falo assim, mas não posso manifestar-me de outro modo.
Rearticulo as estruturas de minhas reminiscências do
passado ainda presente, no hoje ligado ao ontem, e noto as diferenças que
se operaram adentro de mim.
Torno a ver você pálida e espantada, a receber-me em seu
colo, para que a minha cabeça repousasse. Refletia a consternação do
ambiente e procurei em seus olhos e nos olhos do Flavinho algum
esclarecimento que me habilitasse a compreensão para a realidade.
Não esperávamos que uma radiografia considerada simples
pudesse estar próxima da parada que me fibrilou o coração. Buscava em você
e no Flávio algo que me falasse, conquanto em silêncio, mas o corpo se via
na condição da máquina cujo motor esmorecera. Compreendi, na oração muda
que consegui formular, que o tempo me demitia da sua própria movimentação,
entregando-me ao tempo de outro nível.
Sabia que o desamparo não existe e me rendi aos desígnios
do Senhor, conquanto no íntimo quisesse persistir na tarefa. Era o fim de
uma estrada para o reencontro de outra. Aqueles momentos breves me
pareceram longas faixas de horas que eu não saberia contar. Notei que,
embora hirto, no peito, o meu coração permanecia ligado a você e aos
nossos filhos com estranha força. As lágrimas me subiram do íntimo para os
olhos, quais mensageiras de minhas primeiras notícias; entretanto, eu não
poderia escrever com elas tudo o que desejava dizer a você. Os meus
agradecimentos se confundiam com as ansiedades que me tornavam de assalto.
Conquanto sentisse, desde alguns dias, a presença de
pensamentos que me induziam a refletir no término de minha oportunidade na
Terra, lutava contra a idéia de desistência. Afinal, você e eu estávamos
em plenitude de trabalho e realização, nossos filhos iniciando a jornada
no mundo e um enorme acervo de tarefas para nós inevitáveis. Ainda assim,
era preciso dobrar a cerviz e aceitar os alvitres da Espiritualidade Maior
que me chamavam a novos encargos.
Creia que não me foi fácil cerrar os olhos que eu mantinha
acesos na ânsia de prosseguir vivendo, de modo a compartilharmos de todas
as alegrias e vicissitudes que a experiência humana me pudesse ofertar.
Percebi que as suas lágrimas me borrifavam o rosto e me conscientizei, de
imediato, quanto às novas lutas que seríamos induzidos a facear.
Meu sono foi rápido. Quando me vi em outro recinto, notei
que um rapaz me sustentava a cabeça, qual se lhe imitasse o carinho.
Quando reconheci que me achava nos braços fortes de nosso Carlinhos, agora
um homem vigoroso, senti que reencontrara não o nosso filho que aprendemos
a amar tanto, e sim o aconchego da dedicação de um pai que me houvesse
retirado de sua ternura de companheira para encaminhar-me com segurança.
O pranto me sufocou a garganta e não pude senão dizer: –
"Ah! Meu filho!”
Ele me colou mais extensamente ao peito viril, na idéia
manifesta de fortalecer-me para a vida nova e observei que em nossa Escola
querida encontráramos um novo berço de paz e amor. Chorei intensamente,
dando vazão aos meus sentimentos; no entanto, Papai Vicente e os manos
Aluízio e Nuno me ampararam, garantindo-me o impulso de me reerguer...
Não consegui verticalizar-me naquela hora; entretanto,
antes que a minha roupa estragada pela morte fosse restituída à natureza,
fui conduzido para fora do recinto que a amizade povoara de corações
amigos e entes queridos... Os irmãos Aluízio e Nuno me deram as mãos e
senti-me novamente leve, à maneira de ave que ensaia os primeiros vôos,
depois de reconhecer sua própria capacidade de volitação, e um leve torpor
me induziu ao sono que senti como se estivesse à procura de pouso para o
meu espírito inquieto.
De que modo viajei ao lado de Aluízio e do Nuno,
sinceramente ainda não sei, mas a verdade é que, findo o ligeiro descanso,
achava-me em companhia de meu pai e meus irmãos, que me aguardavam o
refazimento e comecei o reavivamento dos meus conhecimentos e aptidões
para o trabalho que se me reservasse. O abatimento que me invadira todos
os recantos do corpo dominava o campo dos meus pensamentos...
Dias passaram sobre dias, até que eu pudesse identificar-me
plenamente reintegrado em mim mesmo; no entanto, chegou o momento de
revê-la, abraçar nossos filhos queridos e distribuir o meu afeto com
irmãos de jornada em nossa Escola.
Certifiquei-me de que o nosso Rubens assumira o governo de
nossa instituição e isso tranquilizou-me.
As nossas recordações associadas umas às outras
apresentavam largas somas de lágrimas; contudo, era preciso refazer a vida
e repetir por dentro de mim as inesquecíveis palavras de Josué: "Eu e a
minha casa serviremos ao Senhor". Um novo caminho me buscou o espírito,
cansado de perguntar, e rendi-me aos desígnios do Divino Mestre que me
chamava para o trabalho ativo.
Meus dias se desdobravam nessas bases – saudades e tentames
de ação edificante entre os dois mundos. Em companhia de familiares
esperava as decisões que me fossem apresentadas pelos Mentores da
Espiritualidade, a que nos subordinamos, quando agora, em outubro findo,
fui convidado a visitar pela primeira vez a Escola Jesus Cristo do Plano
Espiritual, que funciona em sintonia com a nossa Escola de Campos. Em
companhia do Aluízio e do Nuno, fui à reunião pública pela primeira vez.
Tive conhecimento de que a instituição fora fundada por Nina, há quarenta
e nove anos, e que estaria crescendo em serviço na Vida Maior.
Timidamente, solicitei dos irmãos, pudesse, de minha parte,
ganhar acesso à reunião, depois que a penumbra envolvesse todos os
companheiros ali presentes, porque me sentia inadaptado e sem mérito algum
para ser apresentado à pequena comunidade que ali se reunia... Entramos,
ocupando três lugares que se enfileiravam.
Com surpresa, reconheci que o nosso amigo Virgílio de Paula
era o regente do conjunto de preces que ali se dedicava às irradiações
protetoras, em favor dos irmãos em maioria ainda convalescentes, ligados à
instituição e arredores. A prece de nosso venerável irmão me tocou as
fibras mais íntimas do sentimento. Ao término da alocução plena de amor
que endereçava ao Senhor Jesus, comunicou à assembléia que, naquela noite,
a Escola abrigava um novo companheiro que se vira afastado das tarefas no
Plano Físico.
Até ali tudo seguia normalmente, mas quando meu pobre nome
foi pronunciado, a luz se fez total no recinto e uma explosão de lágrimas
me banhou a face. Terminara a realização da noite e os amigos vieram ao
meu encontro. Achava-me atônito como se não estivesse perante à verdade e
sim no campo dos sonhos, quando se aproximaram de mim o nosso Virgílio,
que me ofertava os braços abertos; os nossos irmãos Marcolino Sudário do
Amaral e o Dr. Alfeu Gomes, pioneiros de nossa Doutrina no mundo abençoado
de Campos; o irmão Francisco Muylaert; antigos participantes de nossas
reuniões primitivas na Rua do Mafra; amigos do Grupo João Batista; os
nossos amigos Inocêncio Noronha e D. Maria Cesarina; os nossos
companheiros Aurino Tavares, Ceciliano, Belarmino Neves, João de Deus, que
me lançava a bênção paternal; Antônio Pedro Nolasco; nossa inesquecível
Dona Mariquinhas; Dona Petite; Amaro Costa Pinto; Auta de Souza, que me
enlaçou com a ternura das mães abençoadas de Deus; os nossos amigos Ramiro
Viana, Brasilino, Dona Maria da Conceição e até a Elzinha França, alicerce
de nosso instituto, ali estava, ao lado de muitos irmãos outros que me
acolhiam comovidos; Sr. Otávio e Dr. Rômulo Joviano me enlaçaram
fraternalmente e não pude mais conter o pranto do servidor que regressava
ao Grande Lar, de mãos vazias...
Este é um detalhe que transmito a você e consequentemente
aos nossos filhos queridos, Flavinho, Luisinho, Margaridinha e Celsinho,
esperando em Jesus que todos se conscientizem das nobres tarefas de que se
acham investidos.
Peço ao nosso Rubens sustentar com firmeza de ânimo o nosso
plano de trabalho, sem inovações e aventuras marginais que tantas vezes
abalam os serviços doutrinários sem qualquer justificação.
A Escola Jesus Cristo é para nós uma bandeira que nos honra
a existência aí no Plano Físico e no Plano Espiritual, e não podemos
esquecer a afirmativa do Apóstolo Paulo, quando nos assevera: "Jesus
Cristo é o vencedor de ontem, de hoje e para sempre".
O mundo está agitado por lamentáveis convulsões de orgulho
e vaidade que não sabemos em que calamidade terrestre se modificarão, e
carregamos conosco o pendão do Evangelho que está muito longe de ser
ultrapassado.
Querida Hildinha, sofro a nossa separação temporária, mas
peço-lhe coragem e fé imbatível na Divina Misericórdia. Saudades
tê-las-emos sempre. Aí chorava pelos que me precederam e aqui me aflijo
pelos que ficaram. Creio que a saudade é o metro do amor, determinando os
valores da evolução, já assimilados na vida de cada um de nós, e só pelo
trabalho com a oração, venceremos. Unimo-nos aí para o desempenho de
missão determinada. Esta incumbência segue em meio, conhecendo quanto lhe
dói a ausência do companheiro, por vezes áspero e exigente, mas sempre
leal e sincero. Não tema. O Senhor nos guiará para os caminhos de que
necessitamos.
Muitos amigos que esperava reencontrar aqui estão aí
recorporificados na Terra e por isso mesmo entendo que me cabe trabalhar
mais e servir mais para merecer, de futuro, o reencontro com seu coração
querido e com todos aqueles que se nos fazem objeto da maior afeição.
Agradeço aos companheiros que nos partilham o intercâmbio
desta hora e formulo votos a Jesus pela saúde e paz, alegria de viver e
bom ânimo para servir – dons de Deus que desejo a todos. De outros
parentes e amigos traremos notícias oportunamente.
Agradeço ao nosso Rubens e a nossa estimada Suzana quanto
fizeram nas lembranças de aniversário de nossa querida Escola. Sou grato a
todos, sem especificar nomes, pela dificuldade de memorizá-los, o que me
faria cair na omissão sempre indesejável.
A você, querida Hildinha, agradeço a dedicação aos encargos
da Escola. Assiduidade e perseverança são estradas para o êxito nos
empreendimentos que venhamos a abraçar. A sua presença na Escola é a minha
própria presença.
Agradeço ao Flavinho a generosidade da companhia que se
decidiu a fazer-nos e, porque não posso ser mais extenso, receba, querida
Hilda, o próprio coração do seu pobre servidor e companheiro de ideal,
sempre pobre, mas sempre seu
Clovis.
Notas e Identificações
1- Carta psicografada por Francisco C. Xavier, em reunião
íntima realizada na residência do médium, em Uberaba, MG, na noite de
29/11/1984, estando presentes: Hilda Mussa Tavares, Rubens Fernandes
Carneiro, Nely Fernandes, Suzana Maia Mousinho, Inaiá Lacerda, Weatker
Batista e Zilda Batista.
2- Hilda – Profa. Hilda Mussa Tavares, esposa, cooperadora
na Escola Jesus Cristo (EJCÌ, residente em Campos, RJ, à Rua Benta
Pereira, 112). Seu valioso depoimento sobre a mediunidade de Chico Xavier
integra o livro Luz Bendita (F.C. Xavier, Emmanuel, Testemunhos Diversos,
Rubens S. Germinhasi, IDEAL, S. Paulo, SP, pp. 65-72).
3 - Flavinho – Dr. Flávio Mussa Tavares, filho do casal,
médico e cooperador na E JC.
4 - Conquanto sentisse, desde alguns dias, a presença de
pensamentos que me induziam a refletir no término de minha oportunidade na
Terra, lutava contra a idéia de desistência. – Como vemos, dias antes da
desencarnação, Benfeitores Amigos já preparavam, com intuições
premonitórias, o Espírito de Clovis para a Grande Mudança.
5- Carlinhos – Carlos Vítor Mussa Tavares, primogênito do
casal. Desencarnou a 10/2/73, após 17 anos de abnegado sofrimento. Pela
psicografia de Chico Xavier, já enviou seis poesias de notável beleza e
espiritualidade, sendo a primeira divulgada nos livros Entre Duas Vidas
(F.C. Xavier, Elias Barbosa, Espíritos Diversos, CEC, Uberaba) e Tempo e
Amor (F. C. Xavier, Clovis Tavares, Espíritos Diversos, IDE, Araras, SP).
6 - Escola querida – Escola Jesus Cristo, instituição
fundada por Clovis Tavares, sob inspiração espiritual de Nina Arueira, em
27/10/1935. Com sede própria à Rua dos Goitacases, nº. 177, em Campos, RJ,
essa Instituição Espírita de Cultura e Caridade mantém os seguintes
Departamentos e Serviços: Cenáculo de Lívia, Círculo de Oração Filipe
Uébe, Coordenadoria das Equipes de Serviço, Coral Virgílio Paula, Creche
Salvadora Assis, Culto de Assistência, Departamento de Assistência aos
Necessitados, Departamento de Ensino, Departamento Feminino, Departamento
Jurídico, Departamento Medico, Escolas Filiais (nos Bairros), Grupo
Emmanuel, Livra-ria Cícero Pereira, Mocidade Espírita Maria Zenith
Peçanha, Museu de Ciro, Serviço de Manutenção, Reparos e Vigilância.
7 - Papai Vicente – Vicente Vasconcelos Tavares, pai,
desencarnado em 3/11/1959.
8- Aluízio – Aluízio Tavares, irmão, desencarnado em
22/10/1961.
9 - Nuno – Nuno Tavares, irmão, desencarnado em 26/11/1976.
10- Rubens – Dr. Rubens Fernandes Carneiro, advogado,
Presidente da EJC e seu atual Diretor Doutrinário.
11 - inesquecíveis palavras de Josué – Josué, 24: 15,
versículo muito amado e sempre lembrado por Clovis, que o mantinha na
entrada de sua residência.
12 – Escola Jesus Cristo do Plano Espiritual – Após
escrever sua carta, Clovis explicou ao médium Chico Xavier que esta
Instituição fica situada na cidade "Nosso Lar", quase na ponta da estrela
que corresponde ao Ministério do Auxílio. Em torno de Escola existem
muitas residências destinadas àqueles que nela trabalham. Complementando
este esclarecimento, D. Hilda Tavares escreveu-nos, em atenciosa carta:
"Chico marcou para mim no mapa do plano piloto da cidade "Nosso Lar", do
livro Cidade no Além, o lugar exato onde está localizada a Escola,
revelando-nos que a tarefa lá é muito grande, com particularidade também
de educar, além da assistência incansável a que se dedica." (Ver Nosso
Lar, F.C. Xavier, André Luiz, FEB e Cidade no Além, F.C. Xavier, Heigorina
Cunha, Espíritos André Luiz e Lucius, IDE)
13- Tive conhecimento de que a instituição fora fundada por
Nina, há quarenta e nove anos – Nina Arueira, noiva de Clovis Tavares,
desencarnou aos 19 anos, em 18/3/1935, tendo escrito uma novela inédita,
Yanur, e o livro Terceiro Milênio, hoje esgotado. Pela psicografia de
Chico Xavier, já enviou belas mensagens, publicadas nos livros: Cartas do
Coração, 0icionário da Alma e
Tempo e Amor. Foi a fundadora espiritual da Escola Jesus
Cristo. Observa-se que ambas as Instituições, na Terra e no Além, foram
fundadas no mesmo ano.
14- Virgílio de Paula – Amigo de Clovis, 1.º Presidente da
EJC, foi também um dos maiores amigos de Nina Arueira, em cuja residência
ela desencarnou. Hoje dá nome ao Coral da Mocidade dessa Escola.
Desencarnou em 7/2/1960.
15 - Marcolino Sudário do Amaral – Precursor dos estudos
espíritas em Campos, fundou, em 1880, a "Sociedade Campista de Estudos
Espíritas".
16 - Dr. Alfeu Gomes – Médico, pioneiro do Espiritismo em
Campos, escreveu o livro Amor a Verdade.
17- Francisco Muylaert – Também pioneiro do Espiritismo em
Campos, foi co-fundador da "Sociedade Campista de Estudos Espíritas".
18 - Rua do Mafra – Rua onde se localizou, primitivamente,
a EJC, então Escola Infantil Jesus Cristo, na residência de D. Didi (D.
Maria Madalena Oliveira), mãe de Nina Arueira.
19- Grupo João 8atista – Onde Clovis iniciou sua tarefa
espírita em Campos. Posteriormente, esse Grupo integrou-se à EJC, então
recém-fundada por Clovis Tavares.
20 - Inocêncio Noronha – Colaborador da E JC desde a sua
fundação, até a sua desencarnação em 13/3/ 1968.
21 - D. Maria Cesarina – Esposa de Inocêncio Noronha,
também colaboradora da Escola.
22 – Aurino Tavares – Guarda Municipal de Campos, foi um
dos primeiros cooperadores da EJC. Desencarnado em 6/9/1952.
23 – Ceciliano – Ceciliano de Paula Moreira, antigo
companheiro da EJC.
24- Belarmino Neves – Belarmino Gomes Neves participou do
Grupo João Batista.
25 - João de Deus – (1830-1896) – Renomado poeta português,
é um dos Mentores Espirituais da EJC. Pela psicografia de Chico Xavier
escreveu: Jardim da Infância (FEB) e belas páginas poéticas incluídas em
vários livros, tais como: Parnaso de Além-Túmulo (FEB), Poetas Redivivos
(FEB), Tempo e Amor (IDE).
26 – Antônio Pedro Nolasco – Foi cooperador da EJC. Seus
filhos militam no Espiritismo em S. Fidélis e Niterói, cidades
fluminenses.
27 - 0ona Mariquinhas – D. Maria dos Anjos, portuguesa,
incansável cooperadora da EJC foi uma das fundadoras do Serviço da Sopa e
da Costura dos Pobres. Desencarnada em 11/7/1983.
28- Dona Petite – D. Antônia Ribeiro Bueno, inesquecível
cooperadora da EJC, desencarnada em 15/5/ 1969.
29- Amaro Costa Pinto – Mais um valoroso cooperador na
Escola em sua primeira hora.
30- Auta de Souza – (1876-1901) – Poetisa
norte-riograndense, deixou um livro, Horto, prefaciado por Olavo Bilac e
Tristão de Ataíde. Pela psicografia de Chico Xavier, seu Espírito já
escreveu numerosas páginas poéticas de sublime espiritualidade, publicadas
em vários livros, sendo Auta de Souza (IDE) uma obra parcialmente
antológica, organizada por Clovis Tavares.
31 - Ramiro Viana – Ramiro Martin Viana, outro companheiro
do início da EJC. Fundou o Grupo Allan Kardec, em Campos. Desencarnou em
26/7/1981. Suas
três primeiras cartas, enviadas pelo médium Chico Xavier,
integram o livro Tempo e Amor (IDE).
32 - Brasilino – Brasilino Soares, diretor da escoa
Apóstolo André, em Atafona, RJ, filial da EJC, desencarnado em 5/7/1967.
33 - Dona Maria da Conceição – Residiu em Pedro Leopoldo,
MG, berço de Chico Xavier, visitada por Clovis toda vez que ia a esta
cidade, juntamente com Chico. Morava num bairro pobre chamado Lapinha.
(Ver Trinta Anos com Chico Xavier)
34- Elzinha França – Este espírito é a mesma criança
recém-nascida encontrada em uma favela, pelos jovens da Mocidade Espírita
de Campos (da EJC), e que veio a desencarnar alguns dias mais tarde,
apesar dos cuidados de médicos e amigos, inclusive de Clovis. Passou a ser
a patrona das aulas de Evangelho para crianças na Escola. Foi
posteriormente identificada pela mediunidade de Chico Xavier como um
espírito de luz.
35- Sr. Otávio – Otávio Chrisóstomo de Oliveira,
companheiro e benfeitor da EJC, desencarnado em 14/1/ 1965.
36 - Dr. Rômulo Joviano – Administrador da Fazenda Modelo,
em Pedro Leopoldo, onde Chico Xavier trabalhou sob sua chefia. Confrade e
amigo de Clovis.
37- Luisinho, Margaridinha e Celsinho – Luís Alberto,
médico; Margarida Maria Tavares Gomes, arquiteta; e Celso Vicente,
professor de História – todos cooperadores da EJC.
38 - “Jesus Cristo é o vencedor de ontem, de hoje e para
sempre” – Hebreus, 13:8, tema de uma das últimas pregações de Clovis.
39- Suzana – Suzana Maia Mousinho, confreira do Rio de
Janeiro, sempre convidada pelo Clovis para as comemorações de aniversário
da Escola.
40- Clovis – Sebastião Clovis Tavares, nasceu em Campos,
RJ, a 20/1/1915. Embora diplomado em advocacia, pela Faculdade Nacional de
Direito, em toda sua vida dedicou-se ao magistério. Autor dos livros:
Sementeira Cristã (3 volumes), FEB; Vida de João 8atista, E.d. do G. E.
João Batista, de Campos; Os Dez Manda-mentos, LAKE; Vida de Pietro Ubaldi,
LAKE; Histórias que Jesus contou, LAKE; Vida de Allan Kardec para as
Crianças, LAKE; Meu Livrinho de Orações, LAKE; Trinta Anos com Chico
Xavier, IDE; Amor e Sabedoria de Emmanuel, IDE; Tempo e Amor (em
co-autoria com Francisco C. Xavier e Espíritos Diversos), IDE; e De Jesus
para os que Sofrem, IDE. Ainda não editados: Didática do Evangelho e
Mediunidade dos Santos. Traduziu diversos livros de Pietro Ubaldi, entre
os quais: Grandes Mensagens, As Noúres, Ascese Mística.
41- DEPOIMENTO DA FAMILIA – Esta carta mediúnica foi
divulgada pelos familiares do Prof. Clovis, em impresso bem confeccionado,
que apresentou notas explicativas, nas quais, com a devida e gentil
autorização deles, nos baseamos para elaborar estas "Notas e
Identificações". Ao identificar Chico Xavier, a família prestou este
expressivo depoimento:
"Francisco Cândido Xavier, amigo íntimo de Clovis, desde
1935, presidente honorário da Escola Jesus Cristo, consagrado médium de
nosso país e cuja amizade a Clovis transcende o plano físico, o tempo e
alcança os horizontes ilimitados da eternidade.
Nossos corações voltados para Deus rogam ao Senhor Supremo
que conceda ao nosso Chico as bênçãos de Seu Amor pela mediunidade-missão
que vem vivendo há mais de 50 anos e pela autenticidade que, nós
familiares de Clovis, confirmamos estar envolvendo todo o teor da mensagem
ora publicada. As palavras, a construção das frases, com propriedade e
humildade, as recomendações sempre oportunas, o amor e a obediência a
Jesus e a fidelidade à Doutrina, que marcaram a existência de Clovis,
transparentes na mensagem recebida por Chico, confirmam sua veracidade. Os
nomes hist6ricos, as circunstâncias da desencarnação que Chico
desconhecia, os últimos momentos na Terra, tudo isso nos tocou
profundamente, como não poderia deixar de ser e a Escola Jesus Cristo
hoje, apesar da ausência de nosso orientador, se ajoelha diante do Mestre
para rogar por Chico e por Clovis as bênçãos da alegria do dever bem
cumprido. Como Clovis mesmo dizia: "Eu sei em quem tenho crido e guardo a
certeza de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até o dia
final." (Paulo- II Timóteo, 1:12.Ì
Do livro “Caravanas de Amor”.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier,
Espíritos Diversos e Hércio Marcos C. Arantes
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