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HOMENS
E ANJOS
Emmanuel
"Enquanto os anjos, sendo maiores em força e
poder,
não pronunciam contra eles juízo blasfemo
diante do Senhor."
Pedro, 2:11
É lastimável observar o grande número de pessoas
que estão sempre dispostas a proferir sentenças blasfematórias, umas para com as
outras. A
leviandade domina-lhes as conversações, a
mesquinhez corrompe-lhes as atividades nos mais diversos setores da vida.
Exceção feita aos sinceros cultivadores da luz
religiosa, quase todos os homens se conservam à porta de situações ásperas em
que o esforço difamatório lhes envenena a vida. Alimentam antipatias injustas
para com os irmãos de atividade profissional, pelo próximo que não aceita as
idéias, pelos companheiros que se não afinam com os seus princípios. E como a
lei é de compensação e troca, receberão dos colegas e dos vizinhos as mesmas
vibrações destruidoras.
Guerras silenciosas, nesse sentido, têm, por
vezes, secular duração.
Entretanto, o homem jactancioso está sempre
rodeado pela ação benéfica de Espíritos iluminados e generosos, que, quanto mais
revestidos de poder divino, mais se compadecem das fragilidades humanas,
estendendo-lhes mãos acolhedoras para o caminho e jamais pronunciando juízos
condenatórios diante do Senhor.
Toda vez que fores compelido a analisar os
esforços alheios, recorda a palavra de Pedro.
Não te esqueças de que as entidades angélicas,
mananciais vivos e sublimes de força e poder, nunca enunciam sentenças
acusatórias contra ti, diante de Deus.
Do livro Caminho, Verdade e Vida. Psicografia de
Francisco Candido Xavier. |