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AS
VARAS DA VIDEIRA
Emmanuel
“Eu sou a videira, vós as varas”.
Jesus (João, 15:5)
Jesus é o bem e o amor do princípio.
Todas as noções generosas da Humanidade nasceram
de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou aos discípulos, nesta
passagem do Evangelho de João, que seu espírito sublime representa a árvore da
vida e seus seguidores sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora
do tronco, os galhos se secariam, caminhando para o fogo da purificação.
Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza,
todas as obras humanas estão destinadas a perecer.
A ciência será frágil e pobre sem os valores da
consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da
verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos
da vida planetária. No centro de toda expressão nobre da existência pulsa seu
coração amoroso, repleto da seiva do perdão e da bondade.
Os homens são varas verdes da árvore gloriosa.
Quando traem seus deveres, secam-se porque se afastam da seiva, rolam ao chão
dos desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a
fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para a
renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino Mestre,
refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no passado, apesar
do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.
Do livro Caminho, Verdade e Vida. Psicografia de
Francisco Candido Xavier. |