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PACIÊNCIA E NÓS
Albino Teixeira
Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais
valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e
prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na
convicção de que não nos cabe descrê da vitória final...
Quando os problemas
se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te
manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras...
Quando a injúria te
espanca o nome, procurando desmantelar-te o trabalho, e continuas fiel
às obrigações que abraçastes, sem atrasar o serviço com justificações
ociosas...
Quando tentações e
perturbações te ameaçam as horas, tumultuando-te os passos, e caminhos à
frente, sem reclamações e sem queixas...
Quando te é lícito
largar aos ombros de outrem a carga de atribuições sacrificiais que te
assinala a existência, e não te afasta do serviço a fazer, entendendo
que nenhum esforço é demais em favor do próximo...
Quando podes censurar
e não censuras, exigir e não exiges...
Então, terás
levantado a fortaleza da paciência nos reino da própria alma.
Nem sempre
passividade significa resignação construtiva.
Raramente pode alguém
demonstrar conformidade, quando se encontra sob os constrangimentos da
provação.
Paciência, em
verdade, é preservar na edificação do bem, a despeito das arremetidas do
mal, e prosseguir corajosamente cooperando com ele e junto dela, quando
nos seja mais fácil desistir.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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