|
EM NÓS
Emmanuel
Paciência incessante
em todas as dores e em todas as circunstâncias, a fim de que venhamos a
transpor com segurança as dificuldades que vigem por fora, mas também
cultivar paciência conosco, para construirmos a nobilitação que nos é
necessária. Com isso, não queremos dizer que devamos acalentar as nossas
fraquezas ou aplaudir as próprias faltas, mas sim que não nos cabe
interromper a edificação, no mundo íntimo, quando surjam falhas em nós,
no serviço do bem que nos toca fazer.
Frquentemente;
fugimos envergonhados, desertando das tarefas de elevação, martelando
confissões qual se pregássemos esponjas de farpas no coração, para que
nos firamos a toda hora.
E repetimos a cada
instante:
- Verifiquei que não
presto...
- Tentei melhorar-me
e não pude...
- Não me peçam voltar
ao serviço, que não sou santo...
- Larguei a oração
porque tenho lama no pensamento...
- Sou um poço de
vermes...
- Não quero perturbar
os outros com os meus defeitos...
- Sou um monte de
erros...
Há quem recorra ao
rifão popular: “pau que nasce torto tem a sombra torta”, esquecendo-se
de que existem milhares de troncos, tortos na configuração externa,
guardando seiva robusta e sadia, na produção dos frutos com que
alimentam as criaturas.
Cair é acidente
próprio dos que caminham...
Refocilar-se no chão
é próprio dos que se animalizam.
Aprendamos a emendar,
corrigir, restaurar, refazer...
Nos derradeiros
ensinamentos, Jesus não se esqueceu de induzir-nos à calma, recomendando
aos seguidores: “na paciência, possuireis as vossas almas”.
Isso realmente
significa que precisamos de paciência, não só para angariar a simpatia e
a colaboração das almas alheias, mas para educar também as nossas.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
|