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NOSSO DEVER
Albino Teixeira
Por mais humilde, quando confrontando com as atividades que nos pareçam
superiores, amemos o dever que a ávida nos reservou.
No Plano do Universo,
todo encargo é digno de apreço.
O firmamento agasalha
o mundo sob imensa abóbada de estrelas; no entanto, não desempenha as
atribuições do telhado doméstico.
O Sol é um espetáculo
permanente de luz, mas não realiza o serviço da lâmpada.
O grande rio é um
gigante de água movente; contudo, não executa em casa a função da bica.
O celeiro guarda os
ingredientes do pão, mas não consegue amassa-lo.
O transatlântico
transporta o salva-vidas, sem tomar-lhe a prerrogativa.
Cultivemos o nosso
dever por mandato da Providência Divina.
O esforço anônimo do
verme, na fecundação da terra, jaz revestido de extrema significação
para ela e para ele.
Assim também, a nossa
atarefa particular pode não aparecer aos olhos dos outros, no
desdobramento da vida, entretanto, ela é sumamente importante para a
vida e para nós.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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