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SABER E FAZER
Emmanuel
Em matéria de educação a nós mesmos, existe, comumente, um adversativo,
em nossas melhores definições.
Via de regra,
afirmamos, a cada trecho de nossa marcha espiritual:
Sei que a morte é
apenas mudança e devo corrigir-me para a Vida Maior; entretanto, estou
sob o cativeiro de inúmeras imperfeições, à maneira da árvore asfixiada
pela erva-de-passarinho, e não consigo renovar-me;
Sei que é necessário
praticar o bem para que o mal não me ensombre as horas; todavia, por
mais que me esforce, não chego a vencer a preguiça que me entorpece;
Sei que é urgente
estudar, melhorando conhecimento, a fim de entender os desafios do mundo
e soluciona-los com segurança; contudo, não tenho tempo.
Sei que é minha
obrigação abraçar as boas obras, que as circunstâncias me indicam, em
proveito de minha felicidade, mas receio entrar em choque com as alheias
opiniões.
Sei que é preciso...
– é a nossa frase trivial, diante do serviço que nos compete; no
entanto, habitualmente falha o motor da vontade, no momento da ação.
Quase sempre,
perdemos tempo precioso, empenhando-nos em saber o que ainda estamos
muito longe de aprender, numa atitude, aliás, muito compreensível,
porquanto, desejando saber dignamente, a curiosidade respeitável alenta
o progresso; mas, se fizéssemos o melhor do que já conhecemos,
transferindo idéias e planos superiores das linhas teóricas para o
terreno da realização e da prática, desde muito estaríamos guindados à
posição de numes apostolares das doutrinas redentoras que apregoamos,
adiantando o relógio da evolução terrestre.
Como é fácil de
anotar nós todos coletivamente, examinados criamos muitas dificuldades
na Terra, pela ânsia de fazer sem saber, mas agravamos
consideravelmente, essas mesmas dificuldades, pelo atraso de saber e não
fazer.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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