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NA HORA DO
DESÂNIMO
Emmanuel
Desânimo em ação
espírita-cristã é francamente injustificável.
Vejamos alguns
apontamentos, suscetíveis de confirmar-nos o asserto.
Se fomos ludibriados,
na expectativa honesta em torno de pessoas e acontecimentos, desânimo
nos indicaria o propósito de infalibilidade, condição incompatível com
qualquer espírito em evolução; se incorrermos em falta e caímos em
desalento, isso mostraria que andávamos sustentando juízo excessivamente
benévolo, acerca de nós mesmos, quando sabemos que, por agora, somos
simples aprendizes na escola da experiência; se esmorecermos na tarefa
que nos cabe, tão só porque outros patenteiam dentro dela competência
que ainda estamos longe de alcançar, nossa tristeza destrutiva apenas
nos revelaria a reduzida disposição de estudar e trabalhar, a fim de
crescer, melhorar-nos e merecer; se nos desnorteamos em amargura pelo
fato de algum companheiro nos endereçar advertência determinada, nesse
ou naquele passo da vida, tal atitude somente nos evidenciaria o orgulho
ferido, inadmissível em criaturas conscientes das próprias imperfeições;
se entrarmos em desencanto porque entes amados estejam tardando em
adquirir as virtudes que lhes desejamos, certamente estamos
provisoriamente esquecidos de que também nós estagiamos no passado, em
longos trechos de incompreensão e rebeldia.
Claramente, ninguém
se rejubila com falhas e logros, abusos e desilusão, mas é preciso
recordar que, por enquanto, nós, os seres vinculados à Terra, somos
alunos no educandário a existência e que espíritos bem-aventurados, em
níveis muito superiores ao nosso, ainda caminham encontrando desafios da
Vida e do Universo, a perseverarem no esforço de aprender.
Regozijemo-nos pela
felicidade de já albergar conosco o desejo sadio de educar-nos e, toda
vez que o desânimo nos atire ao chão da dificuldade, levantemo-nos,
tantas vezes quantas forem necessárias para o serviço do bem, na certeza
de que não estamos sozinhos e de que muito antes de nossos
desapontamentos e de nossas lágrimas, Deus estava no clima de nossos
problemas, providenciando e trabalhando.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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