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VIVÊNCIA ESPÍRITA
Albino Teixeira
Nos mais complexos e nos mais simples elementos da Natureza,
encontramos o desafio à ação.
Um transatlântico
erigir-se-á por maravilha da técnica, efetuada à custa de centenas de
artífices, mas, se não enfrenta os perigos do mar alto, em auxílio do
homem, descansará indefinidamente no cais, à feição de prodígio em ponto
morto.
Uma biblioteca se
destacará por celeiro de ensinamentos, reunindo os melhores autores,
mas, se não é compulsada na formação de cultura, estará reduzida à
condição de mausoléu do pensamento.
De maneira análoga,
temos a convicção espírita em nossas vidas. Ela poderá representar a
dádiva de numerosos benfeitores desencarnados, o apoio de muitos amigos,
a cura de males diversos ou o tesouro de consolação acumulado por
abençoadas revelações medianímicas, mas, se não rende serviço aos
semelhantes ou educação em nós mesmos, não passará de promessa inútil.
É certo que, para
atravessar os oceanos ou adquirir instrução na Terra, carecemos de
barcos seguros e bons livros, os quais, aliás, não teriam maior
significação, fora das regras de proveito e de uso.
De modo idêntico, sem
a idéia espírita, ainda mesmo disfarçada sob conceitos diferentes, não
alcançaremos a luz da fé raciocinada, capaz de descerrar-nos caminhos à
verdade que nos fará livres; entretanto, somos forçados a reconhecer que
não vale a escola do bem, sem a vivência no bem, como em nada adianta
planejar sem fazer.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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