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ENFERMIDADE
Emmanuel
Enquanto nos escasseie educação, nos domínios da mente, a enfermidade
por mortificação involuntária, desempenhará expressivo papel em nossa
vida espiritual.
Na maioria das circunstâncias, somos nós quem lhe pede a presença e o
concurso, antes da reencarnação, no campo da existência física, à
maneira do viajor, encomendado recursos de segurança para a travessia do
mar; e, em ocasiões outras, ele constitui auxílio de urgência, promovido
pela bondade dos amigos, que se erigem, nas esferas superiores, à
condição de patronos da nossa libertação para a Vida Maior.
À face de semelhante
motivo, doenças existem de múltiplas significações, como sejam:
Inibições trazidas do
berço – moléstias – amparo, comboiando votos de melhoria moral;
Dermatoses
recidivantes – moléstias – proteção, coibindo desmantelos do sentimento;
Mutilações congênitas
– moléstias – refúgio, impedindo a queda em atos de violência ou
venalidade;
Incômodos imprevistos
– moléstias – socorro, evitando o mergulho da alma em compromissos
inferiores;
Males de longe curso
– moléstias – abrigo, obstando enredamento da criatura nas tramas da
obsessão.
Certamente, ninguém
deve acalentar desequilíbrios orgânicos sob a desculpa de buscar a
purificação da vida interior.
O corpo físico é para
a alma encarnada aquilo que a máquina significa, à frente do operário, -
instrumento de serviço e progresso, que ele recebe de autoridade maior,
a fim de produzir, a benefício dos outros e de si próprio, cabendo-lhe a
obrigação de assisti-la constantemente e restaura-la sempre que
necessário.
Todavia, diante da
doença que persiste no corpo, a despeito de todas as medidas
acautelatórias e defensivas, é imperioso reconhecer-lhe a função
providencial e trata-la com a certeza de quem carrega consigo a luz de
uma benção.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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