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ROGATIVA DO OUTRO
Meimei
Sei que te feri
sem querer, em meu gesto impensado.
Pretendias apoio e
falhei, quando mais necessitavas de arrimo. Aguardavas alegrias e
consolo, através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...
Entretanto, volto
a ver-te e rogo humildemente para que me perdoes.
Ouviste-me a
palavra correta e julgaste-me em plena luz, sem perceberes o espinheiro
de sombra encravado em minh’alma. Reparaste-me o traje festivo, mas não
viste as chagas de desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.
Às vezes, encorajo
muitos daqueles que me procuram, fatigados de pranto, não por méritos
que não tenho, e sim esparzindo os tesouros de amor dos Espíritos
generosos que me sustentam; contudo, justamente na hora em que me
buscaste, chorava sem lágrimas, nas últimas raias da solidão. Talvez por
isso não encontrei comigo senão frieza para ofertar-te.
Releva-me o
desespero quando me pedias brandura e desculpa-me o haver-te dado
reprovação, quando esperavas entendimento.
Deixa, porém, que
te abençoe de novo, e, então lerás em meus olhos estas breves palavras
que me pararam na boca; perdoa-me a falta e tem dó de mim.
Fonte: Livro
Caminho Espírita – Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
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