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TRANSPLANTES
Bezerra de Menezes
Leitura no culto do Evangelho
“ Jesus na Casa de Zaqueu”
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Lucas, XIX: 1 a 1
Deter-nos-emos, em nossa ligeira reunião, tão
somente no assunto de vossos comentários, em nossa intimidade familiar.
Por que permitira o Senhor que a Ciência na Terra
se decida, com tanto empenho, no estudo e na execução do transplante de órgãos e
membros do corpo humano?
Notemos que a iniciativa se fundamenta em motivos
respeitáveis. Isso vem lembrar a cada um de vós outros o tesouro do envoltório
físico que não menosprezamos sem dano grave.
Senão vejamos.
Tendes hoje máquinas avançadas para a confecção
dos mais singelos serviços, no entanto, quem se lembraria de vender um braço, a
pretexto de possuir engenhos para a solução de necessidades essenciais?
Dispondes de carros velozes para o transito
perfeito em terra, mar e ar, contudo, por guardardes semelhantes utilidades não
colocaríeis um pé no mercado de oferta e procura.
Vossos aparelhos de observação alcançam o
firmamento e vasculham as mais obscuras paisagens do microcosmo, entretanto,
isso não é razão para tabelardes o preço de um dos olhos para quem aspire
comprá-lo.
Conseguiste laboratórios eficientes, nos quais a
perquirição atinge verdadeiros prodígios, todavia, por essa razão, não cederíeis
por dinheiro um dos vossos rins, os admiráveis laboratórios de filtragem que vos
garantem a saúde.
Vede, pois, filhos, que todos sois Zaqueus, diante
da vida, todos sois milionários da oportunidade e do serviço, no abençoado corpo
que nos permite sentir, pensar, agir, trabalhar, construir e sublimar na Causa
do Bem Eterno.
Basta aceiteis o impositivo da ação edificante e
adquiríeis empréstimos sempre maiores da Organização Universal dos Créditos
Divinos. De todos os recursos, porém, que vos são confiados, o corpo físico é o
mais importante deles, por definir-se como sendo o refúgio em que obtemos no
mundo o valioso ensejo de progredir e aperfeiçoar a nós mesmos, na espera da
experiência.
Zaques da Terra, todos ricos de tempo e de
instrumentos do bem, para a evolução e melhoria constantes, aprendamos a servir
para merecer e merecer para servir cada vez mais.
De mensagem recebida em
8.6.1968.
Psicografia Chico Xavier - Livro "Bezerra, Chico e
Você"
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