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DIANTE
DOS HOMENS
Emmanuel
Pois somos feitura
dele, criados em
Cristo
Jesus para boas obras,
as
quais Deus, de antemão, preparou para que andássemos nelas.
– Paulo
(Efésios, 2:10)
Não te deixes dominar pelo derrotismo acerca da natureza
humana.
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Nem sempre as ações isoladas de um indivíduo são as
melhores que se devem esperar dele, mas o homem, visto no conjunto da
Humanidade, é um ser dotado de todos os recursos virtuais dos entes
superiores em trânsito para a angelitude.
*
O criador não ergueria a criatura para insuflar-lhe
maldição.
Todos os filhos de Deus são potencialmente bons e
encerram em si as sementes da grandeza moral a que se destinam.
*
O pessimismo possivelmente objetará que, em contraposição
às nossas afirmativas, encontramos a presença dos homens nas guerras que
envilecem nações, nos vários sistemas de cativeiro que ainda rebaixam a
espécie humana, nos cadastros policiais que patenteiam a criminalidade
existente no mundo e nos vícios que corrompem coletividades inteiras.
Conhecemos tudo isso e a isso nós todos nos referimos nos
estudos que vamos realizando em torno de nossa própria natureza, mas, de
quando em quando, é justo refletir no exemplo daqueles que nos deram a
certeza de que nascemos no Universo para complementar os mais altos
Propósitos Divinos.
*
Pensemos em nós, espíritos em reajuste perante a Lei,
como sendo talvez muitos dos tiranos que censuramos nas galerias da
História e meditemos na abnegação e no heroísmo de quantos nos legaram
tudo de bom que hoje possuímos.
Voltemo-nos para eles, os nossos benfeitores que nos
proporcionaram o melhor nas leis, nos costumes, edificações e ideais que
nos motivam a evolução no Planeta.
E, perante os irmãos que se afeiçoam ao pessimismo,
malsinando-nos as instituições de socorro espiritual, como sejam as
religiões e os princípios de elevação do caráter, perguntemos sinceramente
a nós mesmos: se ainda nos achamos extremamente imperfeitos, com o auxílio
incessante das ciências da alma, que seria de nós sem elas?
Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Bênção de
Paz" |