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BURILAMENTO
Emmanuel
Meu pai trabalha até agora e eu trabalho também.
– Jesus.(João, 5:17)
Muitas vezes
entregas-te a melancólicas reflexões em torno de transformações
espirituais que inutilmente intentaste.
*
Deste o máximo de
abnegação ao filho estremecido para quem planejaste luminoso futuro, sem
conseguir talvez arrancá-lo à rebeldia em que persiste; ofertaste a
própria existência aos pais queridos, ornamentando-lhes o caminho de
auxílio e ternura, e, provavelmente, nem de leve pudeste arreda-los da
discórdia a que jazem atrelados por longo tempo; situaste todo o coração
no carinho por este ou aquele companheiro, aguardando-lhes em vão qualquer
concurso nas tarefas edificantes que te felicitam a alma; empenhaste os
mais nobres sentimentos na melhoria deste ou daquele grupo de entes
amados, seja no lar ou na organização de serviço a que te afeiçoas, e, por
maior o esforço despendido, nada colheste até agora, senão amargura e
negação.
*
Em meio do
trabalho absorvente costumas interromper as próprias atividades, indagando
de ti mesmo se vale a pena continuar no esforço renovador...Semelhante
introdução ao desespero comumente aparece porque, em muitas ocasiões,
experimentas o desencanto de quem cava num monte de pedras procurando
debalde o fio dágua que lhe foge à sede, ou a fadiga de quem cruza o
deserto, em todas as direções, sem achar caminho para a vanguarda
libertadora...Ainda assim, persevera nos bons propósitos e colabora,
quanto possível, pela consecução dos objetivos de fraternidade e
aprimoramento a que devemos todos visar.
*
Uma pergunta só
dar-nos-á reconforto: se Jesus, há milênios, trabalha por nós, para que
tenhamos o pequenino clarão de conhecimento com que hoje tentamos dissipar
as sombras que ainda trazemos, por que desanimar na obra de amparo aos que
amamos, se apenas agora começamos a servir no terreno da luz?
Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Bênção de
Paz" |
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