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PROGRESSO
E AMOR
Emmanuel
A caridade jamais
acaba. - Paulo.
(I Coríntios. 13
:8.)
Mais atenção para
os fenômenos da vida e verificaremos a instabilidade de todos os
processos de aperfeiçoamento a que se lhe atrela o carro evolutivo, com
exceção do amor que lhe sustenta as bases eternas.
Muitas vezes
afligem-se os cultivadores da fé perante os exotismos que surgem nos
caminhos do povo, nos tempos de mais intensiva renovação.
Obviamente é preciso
guardar a chama da confiança em Deus, com absoluta fidelidade às leis do
Bem Eterno, a cavaleiro de quaisquer extravagâncias que alguém nos queira
impingir; todavia, com a nossa lealdade ao Senhor é forçoso não conturbar
a nossa tarefa com receios pueris.
A caridade jamais
acaba. .. asseverou o apóstolo Paulo, guiado pela Inspiração Divina.
Remontemos ao
passado e observaremos, com apoio na História, que as definições
propriamente humanas sofrem transformações incessantes.
Leis terrestres, com
raras exceções, são muito diferentes de século para século.
A Ciência é sempre
clara no propósito de acertar, mas é um quadro de afirmações provisórias,
lidando incessantemente caminho de mais amplos contatos com os princípios
que regem as atividades do Universo.
A cultura
intelectual assemelha-se a largo movimento de idéias que procura esquecer
a maior parte das concepções que valorizava ontem, para lembrar o que
precisa estudar hoje, de modo a atingir o que deve ser amanhã.
A arte modifica-se
de época para época.
Progresso, na
essência, é mudança com alicerces na experimentação.
Tudo, na superfície
da vida, é transformação permanente, mas por dentro dela vige o amor
invariável.
Não te assustes,
assim, diante das inovações que caracterizam o espírito humano,
insatisfeito e irrequieto, até que obtenha a madureza necessária à frente
do Mundo e do Universo.
Cultiva o amor que
constrói e ilumina, na esfera de cada um de nós, para a imortalidade, de
vez que, enquanto aparecem e desaparecem as inquietações humanas, a
caridade jamais acaba.
Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier. Do livro “Bênção de
Paz" |