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PROMESSAS
Jair Presente
O homem desencarnado
Apareceu abatido...
Queria o nosso mentor
Para fazer-lhe um
pedido.
O pobre recém-
chegado,
Começou dizendo assim;
- Ampare-me, nobre
amigo,
Tenha piedade de
mim...
Sei que já fui
afastado
De meu corpo
deprimente,
Mas vivo de déu-em-déu
Vagando,
constantemente.
É que ando preso aos
cuidados
De uma promessa que
fiz,
Promessa que não
paguei,
O que me faz infeliz.
Fui rico... Tive
fortuna,
Hoje invadida de
herdeiros...
Mas fiquei devendo aos
pobres
Setecentos mil
cruzeiros.
São pobres de Santo
Antônio
Que os protege das
Alturas...
Viúvas abandonadas
Em choças tristes e
escuras...
Que devo fazer agora,
Em meu remorso
insistente.
Se meu dinheiro não
vale
No câmbio aqui
diferente?
O mentor se
resguardava,
Em silêncio singular,
E o homem continuou
Em lágrimas de
pasmar...
Por fim, o mentor
falou
Em voz amiga e
pausada:
-Meu amigo, sinto
muito
A sua conta
atrasada...
Aquilo que se promete
À caridade de alguém
Tem força de
promissória
Na Terra e no Mais
Além...
O Bem é negócio
urgente,
Não se entristeça,
entretanto,
Volte ao mundo, volte
e sirva
Aos protegidos do
Santo.
E o meu débito, em
dinheiro?
Necessito de ação
pronta.
Posso assinar
promissória,
A fim de pagar a
conta?
Disse o mentor: “meu
amigo,
Escute com atenção:
O seu resgate, em
dinheiro,
Só em outra
encarnação...”
LIVRO: BAZAR DA VIDA.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier |