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O
PRESENTE
Jair Presente
Já se fizera mania
Em Joaquim Serapião...
Vivia rogando auxílio
Em toda reunião.
Na sessão de voz
direta,
Usando calma sem fim,
A entidade na cabine
Reconfortava Joaquim.
O irmão Quintino
Elentério,
Ali materializado,
Estava sempre disposto
Para incessante
recado.
A declarar-se doente,
Embora a mostrar-se
forte,
O moço pedia amparo,
Guardando o medo da
morte.
Queixava-se de
bronquite,
De tosse e inchaço na
goela,
De desânimo e tontura,
Batedeira e
erisipela...
Em cada reunião,
Lá se encontrava
Joaquim,
Acabrunhado e choroso,
Dizendo-se assim,
assim...
Passados mais de oito
anos,
Depois de curta
oração,
O irmão Quintino
Elentério,
Avisou ao pedinchão:
-“ Joaquim, agora é
que eu trouxe,
Com minha grande
alegria,
O seu remédio seguro,
Para uso, dia-a-dia.
Deixarei nesta cabine
O meu singelo
presente,
Não quero vê-lo
abatido,
Nem cansado, nem
doente...”
Finda a sessão, eis
que surge
A cabine iluminada...
Joaquim correu ao
remédio
E achou uma linda
enxada.
LIVRO: BAZAR DA VIDA.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier |
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