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PEDACINHO
Jair Presente
Uma queixa descabida,
Uma fofoca qualquer,
Seja nascida de homem,
Seja feita por mulher;
Uma frase de ironia,
Uma anedota travessa
Que ponha o ouvinte
aloprado,
Com minhocas na
cabeça;
Um grito disparatado,
Um gemido sem razão;
Uma conversa comprida
Para dizer “sim” ou
“não”;
Uma resposta infeliz,
Um gesto de desacato,
Uma nota de azedume,
O gosto pelo boato...
Tudo isso é um
pedacinho
Da treva posta em
ação,
Provocando a nossa
queda
Nas tramas da
obsessão.
LIVRO: BAZAR DA VIDA.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier |
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