Emmanuel
Defende o mundo íntimo
contra aqueles adversários ocultos que não devemos acalentar.
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Decerto, dói-te a ofensa
do agressor que te não percebe as intenções elevadas, contudo, a intolerância, a
asilar-se por escorpião venenoso, em teu pensamento, é o inimigo terrível que te
induz às trevas abismais da vingança.
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Indubitavelmente, a
crítica impensada do irmão que te menoscaba os propósitos sadios dilacera-te a
sensibilidade, espancando-te a alegria, entretanto, a vaidade, a enrodilhar-se
no teu coração por víbora peçonhenta, é o inimigo lamentável que te inclina à
inutilidade e ao desânimo.
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Em verdade, a calúnia do
amigo perturbado lança fogo ao santuário de teus ideais, subtraindo-te a
confiança, todavia, a crueldade que se refugia em teu ser por tigre invisível de
intemperança e discórdia é o inimigo perigoso que te sugere a adesão ao crime.
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Efetivamente, o desprezo
que te foi lançado em rosto pelo companheiro infeliz é golpe mortal abrindo-te
chagas de aflição nos tecidos sutis da alma, no entanto, o egoísmo a ocultar-se
em teu peito por chacal intangível de ignorância e ferocidade, é o inimigo
temível que te arroja à frustração.
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Não são os flagelos do
mundo exterior os elementos que nos deprimem, mas sim os opositores ocultos,
conhecidos pelos mais diversos nomes, quais sejam orgulho e maldade, tristeza e
preguiça, desespero e ingratidão, que perseveram conosco.
Amemos aos inimigos
externos que nos desafiam à prática do bem, ao exercício da renúncia, ao
trabalho da paciência e à realização da caridade, mas tenhamos cautela contra os
sicários escondidos em nós mesmos que, expressando sentimentos indignos de nosso
conhecimento e de nossa evolução, nos escravizam à angustia, e nos algemam à
dor, enclausurando-nos a vida em miséria e perturbação.
Psicografia em Reunião
Publica Data –
9-1-1956
Local – Centro Espírita
Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leolpoldo, Minas
Do Livro "Através do
Tempo", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos