André
Luiz
Em Espiritismo, é
imperioso distinguir entre Mediunidade e Doutrina para que as surpresas do mundo
não nos ensombrem a marcha.
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Mediunidade é processo
Doutrina é realização
O processo passa
A realização permanece.
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Mediunidade é caminho
Doutrina é bússola
O caminho pode bifurcar-se
A bússola guia sempre.
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Mediunidade é pormenor
Doutrina é base
O pormenor é superfície
A base é substancia.
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Mediunidade é trato de
terra
Doutrina é semente nobre
A leira obedece aos
ditames do lavrador
A semente nobre enriquece
a vida.
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Mediunidade é argumento
Doutrina é lógica
O argumento é variável
A lógica é inamovível.
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Mediunidade é fenômeno da
alma.
Doutrina é alma do
fenômeno.
A mediunidade inclui a
telementação e a letargia, a sugestão e a hipnose.
A doutrina é
responsabilidade, estudo edificante, serviço ao próximo e sacrifício pessoal.
Na primeira, temos a
observação e a experiência; na segunda, a educação e a caridade.
Em síntese, a Mediunidade
é trabalho da criatura humana e a Doutrina Espírita é Jesus de braços abertos.
Dignifiquemos, assim, a
mediunidade com a nossa consagração ao bem puro e simples, mas não nos
esqueçamos de plasmar a Doutrina Espírita no livro da própria alm, a fim de que
o nosso coração se converta em flama da Vida Eterna.
Psicografia em Reunião
Publica Data
– 12-9-1958
Local – Centro Espírita
Uberabense, na cidade Uberaba, Minas.
Do Livro "Através do
Tempo", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos