Cruz e
Souza
Companheiro de rudes pés
sangrentos
Guarda no peito atribulado
e aflito
As visões que percebes no
infinito,
Alvoradas, estrelas,
firmamentos...
Segue calando os trágicos
lamentos
Do coração chagado, ermo e
proscrito,
Mas ergue a luz por templo
de teu rito
Entre os muros terrestres,
desatentos!
Sem dourado bastão para
teus sonhos,
Transpõe, gemendo, os
vórtices medonhos
Das sendas abismais para o
futuro.
E deixarás no pranto de
teus rastros
O caminho celeste para os
astros
E a vitória divina do amor
puro.
Psicografia em Reunião
Publica Data – 12-9-1958
Local – Centro Espírita
Uberabense, na cidade de Uberaba, Minas
Do Livro "Através do
Tempo", de Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos