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JESUS
Espírito: EMMANUEL.
Ele não era um
conquistador armado e, de século a século, aumenta a multidão daqueles que o
seguem, n ´Ele reconhecendo o Modelo Divino, ao qual se oferece a vida;
surgiu na palha, ao calor dos animais que o hospedaram na estrebaria a
recorda-se-lhe o nascimento assinalado pelo fulgor de uma estrela; não
dispunha de uma pedra em que repousar a cabeça e fundou o Reino de Deus,
entre as nações; conquanto se reportasse aos mundos da imensidade por
diversas moradas da Casa universal do Todo-Misericordioso, escolheu uma
pátria que procurou conchegar ao coração; referia-se aos homens na condição
de filhos do Pai Celestial e devotou-se a um círculo íntimo de companheiros
queridos, vinculando-se a uma abnegada mãe, a quem amou enternecidamente;
embora revelasse a vida imperecível, encontrou em si mesmo bastante
sentimento humano para chorar a ausência de um amigo morto; conversou mais
detidamente apenas com alguns sofredores, entre os quais se destacaram
pobres mulheres e crianças de lugarejos esquecidos e traçou os mais altos
ensinamentos que regem a paz e a felicidade dos povos; viveu em lares
singelos e continua inspirando, até agora, na literatura e na arte, as mais
belas obras-primas da Humanidade; humilde, fez-se poderoso renovador de
consciências; discutido, sobreleva-se, ainda hoje, pela bondade, a todos os
sofismas dos incrédulos que o desafiam; perseguido pelo mal, triunfou e
triunfa com o bem, esquecendo as afrontas e abençoando os inimigos;
crucificado, venceu a morte e ressurgiu entre os homens, junto dos quais
permanece, sempre e cada vez mais vivo, em espírito, como sendo de todos os
reformadores da Terra o mais digno e o mais querido, o mais contestado e o
mais invencível!...
Mensageiro do Pai, erguido
à posição de Mestre Divino, consagrado à nossa educação para a vida eterna,
amou-nos antes que o amassemos e tudo nos dá de si próprio, sem nada
pedir-nos!...
É por isso que todos nós,
ano a no, somos induzidos, sem distinção de credo e raça, a cultivar o poder
da fraternidade, uns diante dos outros, pelo menos um dia – O Dia de Natal
-, transformando o mundo, por algumas horas, em Reino de Amor, prelibando as
alegrias do Bem Eterno que nos governará de futuro, a repetir com as vozes
milenárias dos anjos:
-
Glória Deus nas
Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...
LIVRO ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO
NATAL - Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
–
SP/08/2005.
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