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Senhor!... Tu que me
deste
Paz e consolo à vida,
Não me dês condição
Para espalhar na vida
a sombra da discórdia,
Ou estender na estrada
as pedras da aflição...
Tu que acendeste em
mim
A luz do entendimento,
Na fé com que me
alteias,
Não consintas, Jesus,
que eu suprima a esperança
Das estradas alheias.
Tu que me concedeste o
verbo edificante
Que nos induz
À prática do bem,
Nunca me deixes
formular palavra,
Capaz de condenar ou
de ferir alguém.
Tu que me desvendaste
O sublime valor da
provação,
Que a Lei de Causa e
Efeito determina,
Não me faças entregue
à queixa e ao desencanto,
Em que eu possa
esquecer a Justiça Divina.
Tu que me conferiste o
privilégio
E a bênção do serviço,
Como ensejo celeste e
dom perfeito,
Não permitas que eu
viva sem trabalho,
Desfrutando o descanso
sem proveito.
Naquilo que eu deseje
E naquilo que eu
sinta, pense, diga ou faça,
Contrariamente à
Eterna Lei do Amor,
Em tudo quanto eu
queira sem que o queiras,
Não me aproves,
Senhor!...
Maria Dolores - Francisco Cancido Xavier - Livro Antologia da
Espiritualidade |