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UMA CARTA MATERNA
Meimei
Meu filho, se procuras a bênção da felicidade, não te
esqueças de que o Reino do Céu começa em nosso próprio coração e de que o
primeiro lugar onde devemos trabalhar por ele é na própria casa onde vivemos.
A alegria verdadeira nem sempre é daqueles que dominam, mas
nunca se aparta das almas generosas que aprendem a espalhar o bem.
Se queres que a tranqüilidade te acompanhe, busca ser útil.
Por que foges de teu pai, quando, cansado e abatido, mostra
uma fisionomia preocupada? Por que te afastas da mãezinha, quando observas o
orvalho das lágrimas em seus olhos?
Aproxima-te deles e faze-lhes sentir que tens um coração
compreensivo e amoroso.
Um fio d’água transforma o deserto em oásis.
Um gesto de carinho opera milagres.
Quanta gente espera construir o Reino de Deus, acendendo
fogueiras de entusiasmo na praça pública e esquecendo no frio da indiferença
aqueles que o Céu lhes confiou! ...
Guardou a paz contigo, a fim de que a possas distribuir.
Entre as paredes do lar, Deus situou a nossa primeira
escola.
Se não sabemos exercer a tolerância e a bondade com cinco
ou dez pessoas, que esperam, pelo nosso entendimento e pelo nosso auxílio,
debalde ensinaremos o caminho do bem-estar para os outros.
O primeiro degrau do Paraíso chama-se Gentileza.
Aprende a ajudar para que outros te ajudem e, onde
estiveres, serás sempre um valoroso operário na edificação do Reino Divino.
ANTOLOGIA DA CRIANÇA
- Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos |