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NA SENDA RENOVADORA
Emmanuel
Enquanto nos demoramos
nas teias da animalidade, costumamos centralizar a vida na concha
envenenada do egoísmo, orientando-nos pelo cérebro, agindo pelo estômago e
inspirando-nos pelo sexo...
A passagem na Terra
significa, então, para nossa alma, o movimento feroz de caça e presa.
O cálculo é o nosso modo
de ser.
A satisfação física é o
nosso estímulo.
O prazer dos sentidos é
a finalidade de nosso esforço.
Entretanto, quando a luz
do Evangelho se faz sentir em nosso coração, altera-se-nos a vida.
O amor passa a reger
nossas mínimas expressões individuais.
Identificamos as nossas
próprias feridas, catalogamos nossos próprios defeitos e inventariamos
nossas próprias necessidades.
A língua perde a volúpia
delituosa da maledicência.
Os olhos ouvidam a
treva, em busca de Sol que lhes descortine horizontes mais vastos.
Os olvidos esquecem as
serpes invisíveis do mal, a fim de se concentrarem nas sugestões do bem.
E a cabeça procura o
suave calor da fornalha da caridade, a fim de que as ilusões lhe não
imponham o frio do desapontamento triste, compensação de quantos reclamam
a felicidade que a Vida Física não lhes pode dar...
Chegada essa hora de
renovação do nosso próprio espírito, nossa existência se transforma numa
pregação permanente aos que nos seguem os passos, de vez que a lâmpada
acesa do ensinamento de Jesus, no imo da alma, é astro irradiante a
clarear a marcha da vida.
Não te gastes,
desesperando-te em exigências descabidas, nem te percas no cipoal das
queixas sem significação.
Procura o Cristo, em
silêncio, e grava as lições d’Ele nas páginas da própria luta de cada dia
e quem te acompanha saberá encontrar, em tua conduta e em teus gestos, o
abençoado caminho da elevação.
Se a treva tenta
envolver-te, faze a claridade do otimismo, com as bênçãos do amor que
auxiliam em todos os instantes.
Livro:
ALVORADA DO REINO - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
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