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NA SEMENTEIRA DE CADA DIA
Emmanuel
Observa o mundo a redor
de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça
Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor.
Lembra-te de que tudo
nas horas de hoje decorre das criações do dia de ontem, tanto quanto a
nossa conduta presente traçar-nos-á o amanhã infalível.
Tudo nasce e renasce, em
função do aprimoramento que nos cabe atingir.
O usurário do pretérito,
que subtraiu a bênção do ouro à circulação do progresso, agora é o mendigo
esmolando a graça do pão.
O artista que ontem
abusou da inteligência situando-a a serviço da imoralidade e do crime,
passa hoje entre aqueles que lhe foram vítimas da insânia intelectual, na
feição do demente necessitado de proteção e carinho.
A mulher que antigamente
mobilizou a própria beleza, na exploração da crueldade e do vício, caminha
na atualidade entre a angústia e a aflição da debilidade orgânica, em
vigorosa luta contra o abatimento e a enfermidade.
O tirano das
consciências que outrora movimentou a política e a autoridade na
escravidão dos semelhantes para extorquir-lhes o sangue e o suor, transita
agora na Terra, no corpo disforme dos mutilados que beijam o pó da terra,
por muitos e muitos anos, a fim de compreender que só a humildade e o amor
são bastante sábios para conferir-nos a luz da verdadeira felicidade.
Cada criatura constrói
na própria mente e no próprio coração o paraíso que a erguerá ao nível
sublime da perfeita alegria, ou o inferno que a rebaixará aos mais escuros
antros do sofrimento.
Cultivemos na sementeira
de cada dia a paciência e a bondade, a harmonia e a tolerância, enquanto a
oportunidade de plantar brilha, hoje, em nossas mãos, porque amanhã será
para nós novo tempo de colher e ressurgiremos diante da verdade com as
flores da vitória espiritual, que será luminosa ascensão da morte para a
vida ou com os espinhos de angustiosos compromissos com a sombra,
representarão para nós outros a volta das eminências da vida para novo
mergulho nas pesadas correntes da morte.
Cada criatura constrói na própria mente e no
próprio coração o paraíso que a erguerá ao nível sublime da perfeita
alegria, ou o inferno que a rebaixará aos mais escuros antros do
sofrimento.
Livro:
ALVORADA DO REINO - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
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