Movimentando
rápidas pinceladas, Hilário Silva, neste livro, um retratista de
corações, conclamando-nos a sentir e refletir. (1)
Com o emprego de
tintas fracas ou fortes, revela quadros diversos, apresentando o que
ele próprio nomeia como sendo um desfile de almas.
E as telas se
destacam.
O esforço premiado
aparece junto à queda na invigilância. O avisa evangélico surge na
estrada que a ignorância sombreia. Quem se ilude respira o ambiente de
quem se esclarece. Há espíritos que caem, ao lado de espíritos que se
levantam.
É a trilha humana
com os seus sonhos e esperanças, flores e espinhos, alegrias e
sofrimentos.
Mas por farol
bendito fulgura a Doutrina Espírita, amparando e educando os
caminheiros, em nome de Jesus.
Ainda assim, o que
ressalta de cada página é o imperativo da com preensão fraterna para que
não venhamos a tombar em nossas próprias deficiências.
Hilário, pois,
trazendo a lume o episódio que arranca ao livro da vida, não tem outro
intuito senão o de afirmar que todos nós — os viajores dia experiência —
precisamos do alimenta amor, no prato da compaixão.
EMMANUEL
Uberaba, 29 de
agosto de 1960.
(1)
A convite do
Espírito de Hilário Silva, os médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido
Xavier receberam respectivamente a primeira e a segunda parte deste
livro.