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CANTIGA DA
TOLERÂNCIA
Maria Dolores
Quem diz que o verbo se vai,
Qual sol vazio no vento,
Não mostra o espírito atento
Ao que se pensa e se diz;
Mormente agora, na Terra,
Em transição apressada,
A frase rude na estrada
Invoca a treva infeliz.
Anota: às vezes, em casa,
Por simples questão, à toa
Vem a injúria que atordoa,
Partindo para a agressão,
Duras mágoas do passado,
Remexidas de repente,
Parecem bombas da mente,
De explosão para explosão.
O trânsito, em qualquer parte,
Parece um teste constante,
Exigindo, a cada instante,
Humildade e amor ao vem;
Aparece um desafio,
A prolongar-se no insulto,
E o crime que estava oculto
Arrasa os dias de alguém...
Quanto puderes, evita,
Onde estejas e onde fores,
Queixas, intrigas, clamores
Ante o mal, silêncio é luz!...
Quem serve, eleva e perdoa,
Por mais sinta a vida amarga,
Diminui a luta e a carga
Que pensam sobre Jesus.
Livro ALMA E VIDA – Psicografia: Francisco
Cândido Xavier
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