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SERVIÇO A
QUEM SERVE
Emmanuel
Beneficência pouco lembrada, – aquela que
devemos aos que nos beneficiam.
Quantas vezes nos será possível realizar
prodígios de amor simplesmente moderando estados de impaciência ou de
angústia!
Dentro do lar, medita na importância do teu
sorriso para o anjo materno que se esfalfa em atender-te e no valor de tua
tranqüilidade para o coração paternal que tudo daria para ver-te feliz! No
grupo de trabalho, considera a importância de tua paz, em favor dos
companheiros de equipe, a fim de que funcionem com eficiência e harmonia,
nas engrenagens da ação. Nas empresas do bem, pondera quanto ao imperativo
das tuas atitudes de solidariedade e compreensão, em apoio dos irmãos
chamados a graves tarefas, na direção ou na subalternidade, de modo a
garantirem as boas obras.
Em muitas ocasiões, de uma simples frase de
afeto jorram fontes de alegria para legiões de pessoas.
Por isso mesmo, igualmente nas horas obscuras
de doença e prostração, pensa no alto sentido de tua serenidade em socorro
dos entes queridos que te rodeiam.
Ampara o médico que te ampara, oferecendo-lhe
clima ao tratamento preciso. Auxilia aos enfermeiros que te auxiliam para
que te escorem com segurança, sem atropelos inúteis.
Todos temos problemas a resolver, mas todos
somos concitados pela sabedoria da vida a doar calma e cooperação, paz e
felicidade aos outros, para que os outros nos ajudem na solução de nossos
próprios enigmas.
Todos carecemos de alguma causa, porém, é
indispensável convir que para receber é preciso dar.
Em síntese, ninguém há que não reclame o
serviço de alguém, no entanto, é imperioso ajudar e servir aos que nos
servem, a fim de que eles nos possam mais amplamente entender e auxiliar.
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
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