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PAZ DE
ESPÍRITO
Emmanuel
Temos hoje, em toda parte da Terra, um
problema essencial a resolver, a aquisição da paz de espírito, em que se
desenvolvem todas as raízes da
solução aos demais problemas que sitiam a
alma.
Que diretrizes, porém, adotar na obtenção de
semelhante conquista?
Usar a força, impor condições, armar
circunstâncias?
Não desconhecemos, no entanto, que a tensão
apenas consegue impedir o fluxo das energias criadoras que dimanam das áreas
ocultas do espírito,
agravando conflitos e mascarando as realidades
profundas de nossa vida íntima, habitualmente manifestas.
A paz de espírito, ao contrário, exclui a
precipitação e a inquietude, para deter-se e consolidar-se na serenidade e
no entendimento. Para adquiri-la, por isso mesmo, urge entregar as nossas
síndromes de ansiedade e de angústia à providência invisível que nos apóia.
As ciências psicológicas da atualidade nomeiam
esse recurso como sendo "O poder criativo e atuante do inconsciente", mas,
simplificando conceitos, a fim de adaptá-los ao clima de nossa fé,
chamamos-lhe "o poder onisciente de Deus em nós".
Render-nos aos desígnios de Deus, e confiar a
Deus as questões que nos surjam intrincadas no cotidiano, é a norma exata da
tranqüilidade suscetível de garantir-nos equilíbrio no mundo interno para o
rendimento ideal da vida.
Colocar à conta de Deus a parte obscura de
nossa caminhada evolutiva, mas sem desprezar a parte do dever que nos
compete.
Trabalhar e esperar, realizando o melhor que
pudermos. Fé e serviço, calma sem ócio.
Pensemos nisso e alijemos o fardo dos agentes
destrutivos de ódio, ressentimento, culpa, condenação, crítica ou amargura
que costumamos
arrastar no barro da hostilidade com que
tratamos a vida, tanta vez arruinando tempo e saúde, oportunidade e
interesses.
Fundamentemos a nossa paz de espírito numa
conclusão clara e simples: Deus que nos tem sustentado, até agora, nos
sustentará também de agora em diante.
Em suma, recordemos o texto evangélico que nos
adverte sensatamente: "Se Deus é por nós, quem poderia ser contra!"
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
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