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NA
SUBLIME INICIAÇÃO
Emmanuel
Quando Jesus nos convocou à perfeição,
conhecia claramente a carga de falhas e deficiências de que estamos ainda
debitados perante a Contabilidade da Vida.
Urge, assim, penetrar o sentido de semelhante
convite, aceitando, de nossa parte, a sublime iniciação.
Na subida áspera em demanda aos valores
eternos, as Leis do Universo não nos reclamam qualquer ostentação de
grandeza espiritual. Criaturas em laboriosa marcha na senda evolutiva
atendamos, desse modo, aos alicerces do aprendizado.
Nas horas de crise, os Estatutos Divinos não
nos rogam certidões de superioridade a raiarem pela indiferença, e sim, que
saibamos sofrê-las com reflexão e dignidade, assimilando os avisos da
experiência.
Renteando com injúrias e zombarias, as
instruções do Senhor não exigem de nós a máscara da impassibilidade, e sim,
que as vençamos de ânimo forte, assimilando-lhes a passagem com a benção da
compreensão fraternal.
Defrontados por tentações, a vida não espera
que estejamos diante delas, em regime de anestesia, e sim, que busquemos
neutralizá-las com paciência e coragem, entesourando os ensinos de que se
façam mensageiras, em nosso próprio favor.
Desafiados pelas piores desilusões, não nos
pedem os Regulamentos da Eternidade qualquer testemunho de aridez moral, e
sim, que diligenciemos esquecê-las sem a menor manifestação de desânimo,
abraçando mais amplas demonstrações de serviço.
Abstenhamo-nos de adornar a existência com
expectações ilusórias. Somos criaturas humanas, a caminho da sublimação
necessária e, nessa condição, errar e corrigir-nos para acertar sempre mais,
são impositivos de nosso roteiro. Conquanto isso, porém, permaneçamos
convencidos, desde hoje, de que se por agora não nos é possível envergar a
túnica dos anjos, podemos e devemos matricular-nos na escola dos espíritos
bons.
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
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