|
|
FAMILIARES
QUERIDOS
Emmanuel
Em nos reportando a familiares queridos,
observa que, da quota de tempo que já despendeste em ansiedade, na
existência, talvez que a maior parcela terá sido gasta com preocupações em
torno deles.
Pais, filhos, conjugues, irmãos, tutelados e
companheiros!... Muitos dentre eles andarão em problemas... Ameaçados. Menos
felizes. Terão sofrido tentações e jazem desorientados, suportando
prejuízos, e acham-se atormentados por aflição e desânimo. Ã vista de provas
atravessadas, provàvelmente evidenciem alterações de comportamento e, por
vezes, haver-se-ão internado em erros e labirintos, cujos meandros obscuros
levarão tempo a superar...
Nesses lances críticos da experiência comum,
perguntas habitualmente a ti mesmo : “Que fazer para auxiliá-los'”
Antes de tudo, convence-te de que não será
lamentando ou acusando que te farás útil, nem tampouco largando as próprias
obrigações, a fim de seguir-lhes os passos, no desaconselhável tentame de
arrebatá-los às lutas edificantes de que necessitam. No esforço de
ajudá-los, lembremos nós mesmos quando situados em certas encruzilhadas do
mundo, reconhecendo que raras vezes teremos seguido os avisos nobres com que
alguém nos tenha brindado. Rememore-mos as ocasiões em que teremos arquivado
pareceres dignos e silenciado ante as apreensões de almas queridas, sem
absolutamente deixar de lado as inclinações e propósitos que nos induziam
para determinados tipos de aventura ou de ação inconveniente.
Quando devas tolerar longos períodos de
ausência dos seres amados, por haverem escolhido caminhos de que não possas
compartilhar, recorda que eles estão procurando a realização de si próprios.
Ao invés de estranheza ou censura, dá-lhes o valioso apoio de tua
compreensão e de tua bênção. Podes, além disso, auxiliá-los, através da
oração, permanecendo em paz e amando-os sempre, na certeza de que a Bondade
de Deus, que te guia e te envolve, envolve e guia a todos eles também.
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
|
|