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DISCUSSÕES
Emmanuel
Hora de aborrecimento ou desagrado – tempo de
silêncio e de oração.
Esclarecer, analisar, observar, anotar, mas
toda vez que o azedume apareça, mesmo de longe, deixar a conversação ou o
entendimento para depois.
Discutir, no sentido de questionar ou
contentar, é o mesmo que atirar querosene à fogueira.
Sempre que nos adentramos na irritação, a
tomada de nosso pensamento se liga, de imediato, para as áreas da
perturbação ou da sombra. Então, a palavra se nos debita na conta do
arrependimento, porque fàcilmente exageramos impressões, esposamos falsos
julgamentos, provocamos reações negativas ou magoamos alguém sem querer. E o
pior ele tudo isso é que as rupturas nas relações harmoniosas do lar ou do
grupo fraterno principiam de bagatelas semelhantes às brechas diminutas
pelas quais se esbarrondam vigorosas represas, criando as calamidades da
inundação.
Saibamos tolerar os dissabores e contratempos
da vida, arredando-os do cotidiano, como quem alimpa um campo minado.
Aceitemos a reclamação alheia, paguemos o
prejuízo que nos seja possível resgatar sem maior sacrifício e esqueçamos a
frase impensada ou o gesto de desconsideração tantas vezes involuntários com
que nos hajam ferido.
Nunca valorizar ocorrências desagradáveis ou
futilidades que pretendam tisnar-nos o otimismo.
Há quem diga que da discussão nasce a luz. É
provável seja ela, em muitos casos, um fator de discernimento, quando
manejada por espíritos de elevada compreensão”; no entanto, em muitos
outros, nada mais faz que apoiar a discórdia e apagar a luz.
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
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