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ATAQUES
NAS BOAS OBRAS
Emmanuel
Um problema existe no
campo das boas obras, que surge, de vez em vez, a pedir-nos paciência e
reflexão - o problema do ataque.
Reconheçamos que os
irmãos mais particularmente chamados a servir são aqueles que se mostram
mais intensivamente policiados por incessante e geral observação.
Freqüentemente, por
esse motivo, para eles se encaminha o rigor de nossa vigilância, porquanto
aspiramos vê-los sem qualquer momento infeliz.
Fácil anotar que, de
hábito, cada um de nós, entre os que nos dirigem ou nos obedecem, anela
encontrar criaturas tão perfeitas quanto possível. Se nos achamos em
subalternidade, queremos possuir chefes que se nos façam espelhos
cristalinos de bons exemplos, e, se comandamos, eis-nos a disputar
cooperadores, às vezes até mesmo mais eficientes que nós próprios. Acontece,
porém, que reponta o dia em que aparecem neles as imperfeições e fraquezas
inerentes a nós todos - os espíritos em evolução na Humanidade Terrestre - e
choca-se-nos o ideal com a realidade. Quando desprevenidos, atiramo-nos à
censura sem perceber, ameaçando, em muitas circunstâncias a estabilidade das
tarefas que mais amamos, ao modo de tresloucado escultor que se precipitasse
a exigir a obra-prima de um dia para outro, golpeando o mármore
impensadamente.
Por ocasião de
quaisquer ataques, no âmbito das realizações nobres em que nos encontremos
afeiçoados, verificaremos, assim, sem qualquer dificuldade, que eles são
endereçados geralmente aos companheiros que estão trabalhando e produzindo o
bem de todos, mesmo porque, em verdade, nas construções respeitáveis, não há
tempo a perder com os irmãos ainda voluntariamente estirados na inércia.
À vista disso, nos
momentos de crítica, levantamentos uma pausa dedicada à oração, porque o
Senhor nos alumiará, norteando-nos a atitude; se houver erro a corrigir,
alcançaremos o tato da caridade para saná-lo no reajuste; se nos achamos
atacados, desculparemos, de imediato, quaisquer ofensas, multiplicando as
próprias forças na precisa abnegação; e se estamos atacando alguém,
aprenderemos, para logo, a identificar o lado bom da pessoa, situação,
acontecimento ou circunstância que nos preocupem na causa edificante a que
tenhamos empenhado o coração.
Na hora do ataque,
seja qual for, recorramos ao apoio da bondade e ao recurso da prece, de vez
que a oração e a misericórdia nos trarão um raio de luz da Mente Divina,
ensinando-nos a ver compreender, amparar e harmonizar, auxiliar e servir.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito
Emmanuel
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