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PARA O
REINO DE DEUS
Emmanuel
Certamente, Jesus
esteve, está e estará sempre conosco, no levantamento do Reino de Deus, e
por isso mesmo, urge reconhecer que, para isso, ele não nos reclama
demonstrações de heroísmo ou espetáculos de grandeza.
Tudo em semelhante
edificação é compreensível e simples, mas, por esta razão, o Mestre espera
que as nossas tarefas compreensíveis e simples sejam cumpridas por nós, em
regime de esforço máximo, a fim de que venhamos a colaborar na fundação da
estrutura eterna.
Para que atinjamos no
mundo, o Reino de Deus, não nos pede o Senhor peregrinações de sacrifício a
regiões particulares; espera, entretanto, demonstremos coragem suficiente
para viver, dia por dia, no exato cumprimento de nossos deveres, na viagem
difícil da reencarnação.
Não exige nos
diplomemos nos preceitos gramaticais do idioma em que desfrutamos agora o
privilégio do entendimento mútuo, espera, porém, que saibamos dizer sempre a
palavra equilibrada e reconfortante, em auxílio de nossos companheiros da
Humanidade. Não nos obriga a renúncia dos bens terrenos; espera, todavia,
que nos dediquemos a administrá-los sensatamente, empregando as sobras
possíveis no socorro aos irmãos em penúria. Não nos impele as ginásticas
especiais para o desenvolvimento prematuro de forças físicas e psíquicas;
espera, entretanto, nos esforcemos para barrar pensamentos infelizes,
dominando as nossas tendências inferiores. Não nos solicita a perfeição
moral de um dia para outro; espera, contudo, nos disponhamos a cooperar com
ele, suportando injúrias e esquecendo-as, em favor do bem comum. Não nos
determina sistemas sacrificiais de alimentação ou processos de vida
incompatíveis com as nossas necessidades justas e naturais; espera, porém,
sejamos no respeito ao corpo que a Lei da Reencarnação nos haja emprestado,
guardando fidelidade invariável aos compromissos que assumimos, uns á frente
dos outros. Não nos aconselha o afastamento da vida social, sob o pretexto
de preservarmos qualidade para a glória celeste; espera, no entanto, que
exerçamos bondade e paciência, perdão e amor, no trato recíproco, a fim de
que, a pouco e pouco, nos certifiquemos de que todos somos irmãos perante o
mesmo Pai.
Jesus não nos pede o
impossível; solicita-nos apenas a colaboração e trabalho na medida de nossas
possibilidades humanas, cabendo-nos, porém, observar que, se todos
aguardamos ansiosamente o Mundo Feliz de Amanhã, é preciso lembrar que,
assim como um edifício se levanta da base, o Reino de Deus começa de nós.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito
Emmanuel
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