|
|
JULGAMENTOS
Emmanuel
Observando os atos dos
outros, é importante lembrar que os outros igualmente estão anotando os
nossos. Sabemos, no entanto, de experiência própria que, em muitos
acontecimentos da vida, há enorme distância entre as nossas intenções e
nossas manifestações.
Quantas vezes
somos interpretados como ingratos e insensíveis, por havermos assumido
atitude enérgica ante determinado setor de nossas relações, após
atravessarmos, por longo tempo, complicações e dificuldades, nas quais até
mesmo os interesses alheios foram prejudicados em nossas mãos? E quantas
outras vezes fomos considerados relapsos ou pusilânimes, à vista de termos
praticado otimismo e benevolência, perante aqueles com os quais teremos
chegado ao extremo limite da tolerância?
Em quantas
ocasiões estamos sendo avaliados por disciplinadores cruéis, quando
simplesmente desejamos a defesa e a vitória do entes que mais amamos, e em
quantas outras passamos por tutores irresponsáveis e levianos, quando
entregamos as criaturas queridas às provas difíceis que elas mesmas
disputam, invocando a liberdade que as Leis do Universo conferem a cada
pessoa consciente de si?
Reflete nisso
e não julgues o próximo, através de aparências. Deixa que o AMOR te inspire
qualquer apreciação, e, quando necessites pronunciar algum apontamento, num
processo de emenda, coloca-te no lugar do companheiro sob censura e
encontrarás as palavras certas para cooperar na obra de ilimitada
misericórdia com que DEUS opera todas as construções e todos os reajustes.
Corrige
amando o que deve ser corrigido e restaura servindo o que deve ser
restaurado; entretanto, jamais condenes, porque o Senhor descobrirá meios de
invalidar as posições do mal para que o bem prevaleça, e, toda vez que as
circunstâncias te exijam examinar os atos dos outros, recorda que os nossos
atos, no conceito dos outros, estão sendo examinados também.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
|
|