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NO
CREDIÁRIO DA VIDA
Emmanuel
Deixa que a compaixão
te aclare os olhos e lubrifique os ouvidos, a fim de que possas ver e
escutar em louvor do bem.
Quantas vezes geramos
complicações e agravamos problemas, unicamente pelo fato de exigir dos
outros, aquilo de santo ou de heróico que ainda não conseguimos fazer!
À frente das
incompreensões ou perturbações do cotidiano, procuremos reagir como
estimaríamos que os demais reagissem, se as dificuldades fossem nossas.
A Terra está repleta
dos que censuram e acusam.
Amparemo-nos
mutuamente.
Às vezes, pronuncias,
palavras menos felizes, nas horas de irritação ou desanimo, que apreciarias
reaver a fim de inutilizá-las, se isso fosse possível, e agradeces a bondade
do ouvinte que se dispõe a atirá-las no cesto do esquecimento. Por que não
agir de modo análogo, quando registras o comentário de ordem negativa,
partido de alguém, no clima do desespero?
Nos atos injustos, nas
decisões impensadas ou nos erros que perpetramos, somos gratos a
misericórdia daqueles que nos acolhem com brandura e entendimento,
extinguindo no silêncio os resultados de nossas falhas involuntárias. Como
não esposar norma idêntica, quando algum de nossos irmãos escorregava na
sombra?
Proclamamos a
necessidade do progresso da alma, afirmamos o impositivo de nosso próprio
aperfeiçoamento...
Iniciemos esse esforço
meritório a favor de nós, reconhecendo que os outros carregam provações e
fraquezas semelhantes às nossas, quando não sejam problemas e obstáculos
muito mais aflitivos.
Admiremos nossos
companheiros quando se apliquem ao bem ou quando se harmonizem com o bem:
entretanto, sempre que resvalem no qual, busquemos tratá-los na base do amor
que declaramos cultivar com Jesus, de vez que todo investimento de
tolerância que fizemos hoje, a benefício do próximo, no crediário da vida,
ser-nos-á amanhã precioso depósito que poderemos sacar no socorro àqueles a
quem mais amamos, ou mesmo no auxílio a nós.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito
Emmanuel
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