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AMBIENTES
Emmanuel
Importante pensar que
não apenas termos o que damos, mas igualmente viveremos naquilo que
proporcionamos aos outros.
Daí o impositivo de
doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.
Se em determinada
faixa de tempo criamos a alegria para os nossos semelhantes e criamos para
eles o sofrimento em outra faixa, nossa existência estará dividida entre
felicidade e desventura, porque teremos trazido uma e outra ao nosso
convívio, arruinando valiosas oportunidades de serviço e elevação.
Se oferecemos azedume,
é óbvio que avinagraremos o sentimento de quem nos acolhe, reavendo, em
câmbio inevitável, o mesmo clima vibratório, como quem recolhe água
inconveniente para a própria sede, após agitar o fundo do poço, de cuja
colaboração necessite.
Se atiramos crítica e
ironia à face do próximo, de outro ambiente não disporemos para viver senão
aquele que se desmanda em sarcasmo e censura.
Certifiquemo-nos de
que não somente as pessoas, mas os ambientes também respondem. Queiramos ou
não, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nós mesmos
formamos.
Pacifiquemos e seremos
pacificados.
Auxilia e colherás
auxílio.
Tudo que
espiritualmente verte de nós, regressa a nós, “Dá e dar-se-te-á”, ―
asseverou Jesus. O ensinamento não prevalece tão só nos domínios da dádiva
material propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida
fatalmente nos dá.
Livro: Alma e Coração.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier Espírito
Emmanuel
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