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AUXILIARAS
POR AMOR
Emmanuel
Auxiliarás por amor nas tarefas do benefício.
Não te deixarás seduzir pelo verbo fascinante
dos que manejam o ouro da palavra para incrementar a violência em nome da
liberdade e dos que te induzam a crer seja a vida um fardo de desenganos.
Adotarás a disciplina por norma de ação em teu
ambiente de trabalho renovador, e educar-te-ás na orientação do bem,
elevando o nível da existência e sublimando as circunstâncias.
De muitos ouvirás que não adianta sofrer em
proveito dos outros e nem semear para sustento da ingratidão; entretanto,
recordarás os benfeitores anônimos que te amaciaram o caminho, apagando-se
tantas vezes para que pudesses brilhar. Rememorarás a infância, no refúgio
doméstico, e perceberás que te ergueste, acima de tudo, da bondade com que
te agasalharam o coração. Não conseguiste a ternura materna com recursos
amoedados, não remuneraste teu pai pelo teto em que te guardou a meninice,
não compraste a afeição dos que te equilibraram os passos primeiros e nem
pagaste o carinho daqueles que te alçaram o pensamento à luz da oração,
ensinando-te a pronunciar o nome de Deus!...
Reflete nas raízes de amor com que o
Todo-Misericordioso nos plasmou os alicerces da vida, e colabora onde
estejas para que o bem se erija por sustentáculo de todos.
Enxergarás, nos que te rodeiam, irmãos
autênticos, diante da Providência Divina. Ajudarás os menos bons para que se
tornem bons, e auxiliarás os bons a fim de que se façam melhores.
Se a perturbação te dificulta o caminho,
serve, sem alarde, e a trilha de libertação se te abrirá, propiciando-te
acesso à frente.
Se ofensas te apedrejam, escuda-te no dever
bem cumprido e serve sempre, na certeza de que a bondade com a força do
tempo é a meia natural de todos os reajustes.
Muitos, mandam, exigem, dispõem ou discutem...
Serás aquele que serve, o samaritano da benção, o entendimento dos
incompreendidos, a luz dos que se debatem nas sombras, a coragem dos tristes
e o apoio dos que se afligem na retaguarda!... E, ainda quando te vejas
absolutamente a sós, no ministério do bem, serás fiel à obrigação de servir,
lembrando-te de que, certo dia, um anjo na forma de um homem escalou um
monte árido em supremo abandono, carregando a cruz do próprio sacrifício,
mas porque servia e servia, perdoando e perdoando, fez nas trevas da morte o
sol das nações, em perenidade de luz e amor para o mundo inteiro.
Do livro “Alma e Coração”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
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